DÚVIDAS

Fragas e fráguas
Agradeço a gentileza de me esclarecerem acerca de seguinte: ontem, durante a emissão de um programa realizado em Bragança, terra de fragas e fraguedos, a apresentadora Fátima Campos Ferreira, ao caraterizar a morfologia desta zona do país, referiu as «fráguas» deste «reino maravilhoso», em vez de «fragas». Conheço aquele termo desde os meus longínquos 16 anos, quando topei com ele no teatro vicentino. Para meu espanto, o Dicionário Houaiss apresenta frágua também com o valor de fraga. Tendo estas duas palavras origem tão diferenciada, como se pode explicar que se equivalham? Bem sei que a língua tem destas coisas... Mas a apresentadora não o disse apenas uma vez, e pareceu-me muito convicta. Preciosismo? Bem hajam.
Alvoraçar = alvoroçar
Numa estação de TV por cabo tem passado nos últimos tempos uma promoção à nova temporada de determinada série em que o locutor informa que a personagem «alvoraçou» a prisão. Ora, nunca tinha ouvido o verbo alvoraçar , mas apenas alvoroçar, que provém de alvoroço. Parece-me que está errado, mas o Portal da Língua Portuguesa indica a conjugação do verbo alvoraçar. Gostaria então que me informassem se esta forma verbal está correcta e afinal de que substantivo provém...
Enamorar-se: norma e evolução de uso
Venho parabentear-vos por este vosso esforço em prol da língua portuguesa e, ao mesmo tempo, questionar-vos sobre uma particularidade da regência de enamorar. Na pergunta «A regência de enamorar-se», [...] vós respondestes que «A regência correcta de enamorar-se é com a preposição de.» No entanto, pesquisei na Internet e encontrei vários sítios que regem enamorar-se com a preposição por, tal como a regência de apaixonar-se. Serão erros desses mesmos sítios ou a regência de enamorar-se está a mudar e está a começar a aceitar essas duas possibilidades? Pergunto isto porque tive um professor de linguística na faculdade que me dizia que o idioma não é feito pelas convenções, mas sim pelos falantes do mesmo. Desde já, muito obrigado pelo vosso auxílio.
A grafia de maoi[í]smo e maoi[í]sta
A minha dúvida prende-se com as palavras maoísmo e maoísta: Após ter lido uma resposta vossa relacionada com a minha questão, pude verificar que, de facto, justificam a acentuação destas palavras. Poderiam explicar-me a razão pela qual o i tónico não faz ditongo com a vogal anterior? Este fenómeno está relacionado com a etimologia da palavra? Já vi transcrições fonéticas e em que oi foi transcrito como ditongo.
«O ano da Hégira»
Solicitava a vossa colaboração para a seguinte dúvida: A tradução do inglês para português de Hijri é Hégira ou hegírico? Por exemplo, quando numa frase temos: «no dia X de Y de 2010, correspondente ao dia X de Y de 1431» deve constar: «no dia X de Y de 2010, correspondente ao dia X de Y de 1431 do ano da Hégira» ou «no dia X de Y de 2010, correspondente ao dia X de Y do ano hegírico 1431»? Muito obrigada.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa