DÚVIDAS

«Associação dos/de Estudantes», «Concelho da/de Chamusca»
Antes de mais, parabéns pelo excelente trabalho aqui feito. Gostaria de tirar dúvidas em relação ao uso da preposição de conjuntamente com os artigos definidos a, o, as, os. Em documentos antigos dos anos 60 e 70 vê-se na maior parte das vezes termos como: «Associação dos Estudantes», «Junta da Freguesia», «Concelho da Chamusca»; hoje em dia apenas se vê «Associação de Estudantes», «Junta de Freguesia», «Concelho de Chamusca», etc., etc., etc. O que se terá passado?
«Em/no Tourigo» (Portugal)
Gostaria de confirmar qual a forma correcta de nos referirmos à freguesia de Tourigo, concelho de Tondela: «freguesia do Tourigo», ou «freguesia de Tourigo»? Esta questão prende-se com o facto de existirem diversas referências a Tourigo (ou ao Tourigo), por semelhança ao que acontece, por exemplo, com o Porto. Neste caso, subentende-se o determinante o, mas será esse o caso de Tourigo (ou do Tourigo)? Referências:«em Tourigo»/«no Tourigo»«de Tourigo»/«do Tourigo»«para Tourigo»/«para o Tourigo» Por curiosidade, a lei que determinou a criação desta freguesia refere-se a freguesia "de" Tourigo, mas nesta localidade existe o Centro Cultural e Desportivo "do" Tourigo. Obrigada.
Inumerismo ‘vs.’ inumeracia
Na sequência das perguntas de outros consulentes sobre os conceitos de “analfabetismo”, “iliteracia” e “iletrismo”, dirijo-me ao Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, a fim de solicitar aos vossos colaboradores um parecer sobre o melhor modo de traduzir para português o vocábulo inglês “innumeracy” (o qual, noto de passagem, já ganhou carta de alforria na Internet com o surgimento de uma página que lhe é especificamente dedicada: http://www.innumeracy.com). À guisa de intróito, permito-me salientar que encontrei o termo “inumerismo”, quer no Dicionário da Academia, quer nos títulos das traduções dos ensaios de John Allen Paulos, Inumerismo: o Analfabetismo Matemático e as suas Consequências, trad. Raul Sousa Machado, Mem Martins, Europa-América, 1991, e O Circo da Matemática: para além do Inumerismo, trad. Carlos Fernandes e Florbela Fernandes, Mem Martins, Europa-América, 1993. Não parece, todavia, que o termo tenha colhido o favor da generalidade dos falantes (mesmo, ou sobretudo, cultos) do português europeu. Será a expressão do subtítulo do primeiro ensaio, “analfabetismo matemático”, a (melhor) alternativa? Ou deverá preferir se o vocábulo “inumeracia”, formado por decalque do inglês e por analogia com “iliteracia” (ao qual, aliás, prefiro “analfabetismo”), que já foi título de uma crónica de José Manuel Fernandes, no Público de 4 de Agosto de 2001, e de uma diatribe de Nuno Júdice, no número de O Independente a que se alude nesta página da Internet? Desde já, o meu muito obrigado.
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