"O Corvo" de Edgar Allan Poe
Sou estudante universitária e vou fazer um trabalho sobre versificação e gostaria de saber onde posso encontrar especificamente a versificação de "O Corvo" de Edgar Allan Poe.
«Se tinha marcado...»: orações condicionais
Há já bastantes anos que tenho ouvido uma conjugação verbal nova. Pelo menos não me recordo de ser assim antes, e parece que agora se tornou dominante, mas que eu me recuso a usar. Às vezes num relato de futebol era bem comum. Exemplo: «Se ele tinha marcado falta, o Ronaldo teria sido expulso do jogo.» Não deveria ser: «Se ele tivesse marcado falta, o Ronaldo teria sido expulso do jogo»? Parece-me uma hibridação de dois tipos de conjunção verbal distintos. Este tipo de conjunção, a meu ver incorreta, é absolutamente comum nos dias que correm. Outro exemplo: «Se eu tinha deixado cair as chaves, não poderia entrar no carro.» Creio que o correto é: «Se eu tivesse deixado cair as chaves (...).» Isto faz algum sentido, ou terei de me converter a algo que acreditava estar errado?
Muito obrigado.
Fidedigno
Eu gostava de saber se esta palavra existe: fedigno.
Obrigada.
Antropogénico e biogénico
A bibliografia de língua inglesa sobre química da atmosfera refere frequentemente as palavras 'anthropogenic' e 'biogenic' sempre que se pretende afirmar que determinada substância possui origem em actividades humanas ou biológicas, respectivamente. Será que a língua portuguesa permite a tradução daquelas palavras para antropogénico e biogénico? Como exemplo de aplicação destas palavras temos: 'As principais fontes de dióxido de enxofre na atmosfera do Hemisfério Norte são antropogénicas enquanto no Hemisfério Sul prevalecem as biogénicas.' Grato pela atenção. Melhores cumprimentos.
Recorrente
"Recorrer da sentença" e "Febre recurrente". Penso que estes exemplos ilustram a dúvida que tenho sempre que preciso de empregar esta(s) palavra(s). Será que se escreve sempre da mesma forma. Obrigado.
Taciturnidade
Agradeceria muito reconhecido que me fosse indicado o substantivo – de uso pouco frequente – correspondente ao adjectivo "tácito". Será que se pode substantivar o conceito utilizando os termos "tacitude" ou "tacticidade"?
Nos manuais mais autorizados de Direito, os autores referem-se sempre ao carácter tácito (v. g. de uma declaração) e nunca ao substantivo.
Sobre a consoante inicial de cerca, cinco e sete
Gostaria de lhes fazer uma pergunta relativa à pronúncia das letras c e s. Reparei que alguns portugueses (mesmo apresentadores da RTP) pronunciam estas duas letras como [ʃ], quando seguidas de e ou i (em palavras tipo cerca, cinco, sete). Qual pode ser a razão ou explicação desse fenômeno fonético?
Muito obrigado pelos esclarecimentos.
Pactuar=pactear, pactar
Gostaria de saber se "pactar", "pactear" e "pactuar" são sinónimos. Se assim for, se têm a mesma origem etimológica.
Cocolitoforídeo e cocolitóforo
Do ponto de vista da etimologia e derivação, qual será a grafia mais correcta: "cocolitoforídeo", ou "cocolitóforo"? Alguma razão linguística para preferir uma grafia à outra? [veja também http://www.geopor.pt/GPdiv/cocos.html].
«Quem (te/nos/vos/lhes) dera» + infinitivo
Sou estudante de português como língua estrangeira.
Tenho uma dúvida sobre a estrutura : quem me/te/lhe/nos/vos/lhes dera + infinitivo.
Qual das seguintes formas é correta :
«Quem te dera viveres numa mansão.» (infinitivo pessoal) «Quem lhes dera viverem numa mansão.» (infinitivo pessoal)
Ou
«Quem te dera viver numa mansão.» (infinitivo impessoal) «Quem lhes dera viver numa mansão.» (infinitivo impessoal)
Pode-se utilizar a forma «Quem ... dera» com todas as pessoas, por exemplo com a forma nos?
Obrigado pela sua resposta.
