«...nos domingos anterior e posterior ao Natal»
Um nome no plural modificado por dois adjetivos no singular: na frase
«...nos domingos anterior e posterior ao Natal»
«...nos domingos anterior e posterior ao Natal»
Trabalho numa casa comercial. No período natalício afixei o seguinte aviso à vista dos clientes:
«À semelhança de anos anteriores, vamos prolongar o horário de funcionamento nos domingos anterior e posterior ao Natal até às 20 horas.»
Vários clientes comentaram que havia alguns erros linguísticos.
Como não quero ter razão só porque insisto ou falo mais alto, gostava que me dissessem se está devidamente bem escrito, ou não, o dito aviso.
Obrigado.
Talho-doce/Talhe-doce
Como é correcto escrever: "talhe doce", "talhe-doce", "talho-doce"?
A aplicação da nova terminologia
Sou aluna do 12.º ano e vou realizar neste ano exame de Português, estando no curso de Ciências e Tecnologias. Gostaria de saber se já vai ser aplicada a nova terminologia, uma vez que não é aplicada no 3.º ciclo. E se no exame respondermos pela terminologia antiga corremos o risco de ter a resposta errada, ou é considerada certa na mesma?Obrigado pela sua atenção.
Transistor/laser
Embora já exista em dicionários (J. P. Machado, por exemplo) o vocábulo "transístor", não me parece feliz a acentuação neste neologismo necessário. Originalmente a palavra foi criada em língua inglesa como um acrónimo de "transfer resistor" e naturalmente pronunciada, em língua inglesa, como "tran-sís-tor" - palavra grave - do mesmo modo que, nessa língua, é pronunciado "pro-fé-ssor" - palavra grave - que em português todos(?) pronunciamos "pro-fe-ssôr" - palavra aguda -. Assim, à semelhança de outras línguas, o "transistor" entrou na linguagem corrente como um novo vocábulo, devendo, dado tratar-se de um acrónimo, ser pronunciado de modo semelhante ao de palavras portuguesas foneticamente próximas considerando em particular a terminação, não tentando, como foi o caso, uma transcrição fonética da palavra como era pronunciada na língua original. (Suponho que ninguém pronunciará "rei-dar" pelo acrónimo, em língua inglesa, "radar" que passou a ser o vocábulo português "radar" pronunciado "ra-dar" - palavra aguda -). Outro acrónimo, em língua inglesa, "laser" (Light Amplification Stimulated by Electromagnetic Radiation), já é suficientemente popular para que se tente estabilizar a grafia sem acento e a pronúncia que, neste caso, se mantém ligada à original -é de bom tom pronunciar "lei-zer" e não o português "la-zer". Perguntas: a) - Será possível recuperar o "transistor" - grafia original - com pronúncia portuguesa (soa, talvez, menos "científico")? b) - Será possível assentar na pronúncia portuguesa da "laser"? (Ainda o não vi escrito com assento! Resistirá?)
Gentílicos de Ruão, Dordonha, Grenoble e Cólquida
Enviei-vos algumas outras consultas que ainda se quedam sem resposta. São elas: sobre o gentílico de Ruão, sobre o da Dordonha, e também sobre o da Grenobla (francesas) e ainda a respeito do da Cólquida, antigo país situado no Cáucaso.
Elas merecerão ainda a vossa apreciação?
Muito obrigado.
Escritura = escrita?
Gostava de saber se se poderá dizer "protecção contra escritura". De facto, em linguagem informática esta protecção é normalmente designada de "protecção contra escrita", o que me parece muito correcto. No entanto, um dia destes deparei-me com o termo "protecção contra escritura" e gostava de saber se esta opção é aceitável e se o termo "escritura" pode ser sinónimo de "escrita", no caso acima. "Escritura" só me faz lembrar terminologia legal, mas agradeço a vossa opinião sobre esta questão.
Desde já obrigada.
"Para todos os espíritos"
Qual a função sintáctica de "para todos os espíritos" na frase de Júlio Dinis "a questão vital do dia era, para todos os espíritos, a dos enterros em campo descoberto"?
Como justificar o emprego das vírgulas, nesta frase, a quem aprende as regras da pontuação?
Verbos, pronúncia e um pedido aos consulentes
Ultimamente, têm chegado ao Ciberdúvidas muitas perguntas sobre sintaxe verbal. Como se sabe, este é um tema central na descrição do funcionamento da língua, porque do verbo depende boa parte do que se passa numa frase: é ele que define o número e a selecção dos termos que irão preencher diferentes funções sintácticas, como sejam, por exemplo, as de sujeito, complemento/objeto directo e complemento preposicional.
Além disso, continuam a surgir dúvidas sobre a grafia desta ou daquela palavra, quando se trata de aportuguesar estrangeirismos. Como explicam Margarita Correia e Lúcia Lemos, o aportuguesamento aparece sempre, em maior ou menor grau, quando se importam palavras. Temos ainda recebido questões sobre a pronúncia de palavras que há muito fazem parte do nosso património vocabular, por exemplo, adrede, ressurreição, geração e aleluia.
Gostaríamos, entretanto, de fazer um pedido aos nossos consulentes: por favor, não nos enviem perguntas provenientes do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa, organizado pelo semanário "Expresso", pelo "Jornal de Letras" e pelo canal "Sic Notícias". Se tal acontecer, não responderemos, visto não nos parecer justo intervir numa iniciativa que deverá exigir dos participantes autonomia na pesquisa em dicionários e gramáticas.
Por último, propomos a leitura do nosso Pelourinho, que, desta vez, aborda a pronúncia de siglas e abreviações. Regina Rocha lembra-nos que há características da língua que são de manter, como é o caso de Telecom, cuja sílaba final deve ser pronunciada com o som nasal [õ].
A palavra Natal numa tradução do espanhol
Estou a traduzir um catálogo espanhol de prendas natalícias para português que tem o título (traduzido para português) «Aqui tens... Natal». Na Espanha fazem o duplo sentido léxico de «aqui tens... prendas (para o Natal)» e logo também se pretende dizer que «aqui chegou».
Gostaria de saber (até porque tem de ser o mais semelhante possível tudo o que se traduz) se é correcto dizer: «Aqui tens.. Natal», «Aqui está... Natal», etc.
Cantonês
O dialecto falado na província de Guangdong, na China (e também em Macau e Hong Kong), é o cantonense ou o cantonês?
