DÚVIDAS

A regência do verbo introduzir
Qual a preposição que rege o verbo introduzir? Quem introduz... introduz algo em algo. Parece, pois, que a preposição será em. No entanto, escreve-se sempre «Introdução à História», «Introdução ao Direito», e coisas semelhantes, como se a preposição fosse a. Em minha opinião, a forma correcta seria «Introdução na História», etc. Acontece que isto seria escrever contra o uso actual da língua. Pergunto, pois, qual é, do ponto de vista puramente gramatical, a forma correcta, sabendo que o uso consagrou a forma com a preposição a. Muito obrigado.
Futuro do pretérito: indicativo ou subjuntivo?
O modo indicativo dos verbos abriga os tempos verbais que apresentam o fato real, certo, positivo; o modo subjuntivo os que expressam desejo ou os que apresentam o fato como possível ou duvidoso. Então como é possível considerar o futuro do pretérito como modo indicativo? Em frases como: "Disseram-me que ele entregaria a encomenda mais tarde." "Eu cantaria a noite inteira para você." "Nós partiríamos bem cedo." Há sempre uma indefinição, uma incerteza, quando empregamos o futuro do pretérito. Já procurei em gramáticas uma resposta para essa questão, mas nada encontrei. Então...passo a bola para vocês! Obrigada!
Roscável = rosqueável
Deparei-me recentemente com a necessidade de redigir o conteúdo programático de um curso de hidráulica, no qual consta como um dos itens: «Técnicas de execução de juntas: soldáveis, roscáveis e elásticas». Como imaginei que a forma correta do segundo verbo fosse "rosquear", corrigi o texto para "rosqueáveis". Não contente com minha dedução, busquei auxílio no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e no dicionário Aurélio: qual não foi minha surpresa ao constatar que no V.O.L.P. não constam as formas "roscável" nem "rosqueável", mas apenas os respectivos verbos "roscar" e "rosquear". Da mesma forma, o dicionário Aurélio registra o infinitivo dos dois verbos, com significados leve e aparentemente diversos. Como sair dessa enrascada?
Também (advérbio e elemento de ligação)
Obrigada pela vossa resposta, mas a minha dúvida persiste em relação à análise sintáctica da frase complexa: «No dia em que morreste também me levantei cedo.» Na vossa resposta classificam "também" como um "- advérbio de inclusão que estabelece a ligação com frases anteriores"(sic). Ora, segundo o que aprendi, ao classificarem "também" como advérbio fazem uma análise morfológica, por isso continuo sem perceber qual é a sua função sintáctica. Grata pela atenção dispensada.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa