DÚVIDAS

«Hei de lhe dizer», sem hífenes
O hífen era comum nas expressões hei-de, hás-de, etc. etc. Com o Acordo Ortográfico [de 1990], passamos a hei de, hás de. Até aqui é claríssimo. Havia também casos mais complexos com dois hífenes no mesmo conjunto como hei-de-lhe, hás-de-me, etc. Imagino que as formas gráficas corretas passam a ser hei de lhe, hás de me. Ou teria alguma sensatez, cair o primeiro hífen e não o segundo, e passarmos a grafar "hei de-lhe," "hás de-me"? Grato.
Sobre a próclise, a mesóclise e a ênclise
Sou estudante de Medicina na cidade de Catanduva, interior de São Paulo. Sou também um "escritor amador". Escrevo crônicas no jornalzinho da faculdade, e escrevo também poemas e contos. Porém, fico "transtornado" quanto à colocação pronominal. Sempre fico em dúvida se devo usar próclise, mesóclise ou ênclise. Mesmo consultando manuais de gramática, algumas dúvidas permanecem, e fico inseguro quanto a qual colocação devo usar quando estou escrevendo. Desse modo, peço que me ajudem. Gostaria que corrigissem algumas frases tiradas de textos Desde já agradeço-lhes pela atenção. «E lhe darei toda a eternidade.» «E dar-lhe-ei toda a eternidade.» «E eu lhe darei toda a eternidade.» «O carroceiro partia para a capital e lhe prometera um emprego (ou prometera-lhe?).» «Sua mãe não gostou do comentário, e o repreendeu (ou repreendeu-o?).» «Apenas pressentia-as, como flutuações sensitivas, as quais se tornavam cada vez mais densas e nítidas (ou as quais tornavam-se?).» «A vida no vilarejo se lhe tornava cada vez mais chata (ou tornava-se lhe?).» «O modelo de humanidade, que se lhe apresentava em Pindorama.» «O olhos do livreiro arregalaram-se (ou se arregalaram?).» « Teve vários amigos, mas, ao longo dos anos, um a um ia se distanciando, cada qual sendo substituído por outro que também acabava se distanciando.»
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