DÚVIDAS

O narrador (presença e ciência)
Sou professora de 1.º ciclo e surgiu uma dúvida num texto. Não sei se se trata de um narrador participante ou não participante. Passo a transcrever: Decididamente, o meu amigo Inocêncio, com o seu espírito fraco e facilmente influenciável por tudo e por todos, há de acabar por acabar mal... Ora imaginem para o que lhe deu: sentindo-se ligeiramente indisposto foi a conselho da esposa e pela primeira vez na sua vida ao médico. — Todo o seu mal deriva do pâncreas! — De quem, doutor?— inquiriu alarmado o Inocêncio... O texto continua sempre na 3.ª pessoa do singular. Mas, como começa na 1.ª pessoa do singular, surgiu a dúvida.
Três regras para distinguir o por que do porque
Ao contrário do que aqui, no Ciberdúvidas se recomenda, tenho lido frequentemente, tanto nos jornais como até, nas legendas/traduções de filmes e séries, o por que separado interrogativas directas. Ainda há dias, lia-se esta chamada na primeira página do jornal Público: «Por que preferem as novelas portuguesas?» Gostava de ver esta questão de novo esclarecida. Muito obrigado.
A distinção entre campo semântico e campo lexical
De acordo com a TLEBS, a distinção entre campo semântico e lexical diverge. Sendo campo semântico o conjunto de palavras que ganham diferentes sentidos dentro de contextos diversificados — exemplo: «peça de automóvel», «peça de teatro», «peça de bronze», «és uma boa peça», «uma peça de carne», etc., e campo lexical, conjunto de palavras relacionadas com outra, por exemplo: mobília — cadeira, mesa, banco, etc. Perante isto como devo ensinar os meus alunos?
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