«Por motivo de saúde»/«por motivo de doença»
«Por motivo de saúde»; «Por motivo de doença». Qual destas duas expressões está correcta? Será que ambas estão correctas? Desde já os meus agradecimentos.
Os particípios passados liberto e libertado
Libertar é um verbo com dois particípios passados: um regular – libertado – e outro irregular – liberto.
O particípio regular é utilizado nos tempos compostos com os verbos auxiliares ter e haver: «A polícia tinha (havia) libertado o ladrão.»
O particípio irregular é usado com os verbos auxiliares ser ou estar, por exemplo: «O ladrão foi liberto pela polícia.»
Vejam agora como o jornal semanal de informação Folha 8 redigiu a sua manchete (do dia 25/08/2012, pág.9) e digam se desta vez acertou:
«Após cerca de meia hora de cárcere "foi libertado", por intervenção do secretariado principal da UNITA.»
Que acham, senhores consultores?
Vai bem o jornalismo angolano? Respondam-me, por favor!
A palavra cálice em sentido figurado
No site do Dicionário da Língua Portuguesa, ao pesquisar a palavra cálice, pode-se verificar que, em sentido figurado, este termo é sinónimo de «sofrimento moral; humilhação». Daí Cristo dizer: «Pai, afasta de Mim este cálice» (Mt 26, 39. 42; Mc 14, 36; Lc 22, 42). Gostaria de saber qual a origem desta comparação entre o cálice e o sofrimento. Será algum hebraísmo?
Muito grata pela atenção dispensada.
Os sinónimos cara e rosto
Qual a diferença entre “cara” e “rosto”? Sou professora de Português em França e vi-me confrontada a essa dúvida, visto que em francês só existe a palavra "visage" para os dois termos em português. Agradeço, desde já, o interesse que prestar à minha pergunta
Filho único e filho primogénito
Se um homem e uma mulher tiveram três filhos, dos quais dois morreram, só lhes sobrando um vivo, este pode ser chamado de filho único desse homem e dessa mulher, ou filho único aplica-se apenas ao filho unigênito de um casal?
Se um casal tem uma filha, não tendo além dela nenhuma outra filha e também nenhum filho, devemos dizer que esta filha é filho único do casal ou que é filha única? A primeira hipótese fica um tanto estranha, mas desconfio que é a correta; já a segunda se me afigura como uma afirmação de que ela é a única filha do sexo feminino que o casal tem, nada afirmando quanto à existência ou não de filhos homens, mas dando a entender que pode existir pelo menos um deles.
Se uma filha é filho único e nascida em primeiro lugar, deve ser chamada de primogênito, ou primogênita de seus pais? Já se uma filha é o primeiro filho nascido de um casal, tendo depois nascido outras filhas e outros filhos, devemos dizer que esta filha nascida antes dos demais é a primogênita ou o primogênito de seus pais? Exemplificando: «Carla é o filho primogênito de Carlos e Mônica», ou «Carla é a filha primogênita de Carlos e Mônica»?
Ainda se um casal teve somente três filhas e nenhum filho, a primeira filha a nascer deve ser chamada de «filho primogênito», ou «filha primogênita» do casal?
Aselha e não “azelha”
No Dicionário de António de Morais, aselha tem apenas o significado de pequena asa. No mesmo dicionário aparece também azelha com o único significado de pessoa desajeitada.
No entanto, no Dicionário Universal “Online” da Porto Editora apenas aparece a palavra aselha com ambos os significados, não constando a palavra azelha.
O que está certo?
O significado do provérbio «De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento»
Qual o significado e a origem do seguinte provérbio: «De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento»?
Obrigada.
Divisão silábica de polícia
Tenho algumas dúvidas na divisão silábica de palavras que contenham ditongos no final da palavra. Se até há pouco tempo essa dúvida não me surgia, com o meu regresso à atividade letiva, comecei a ver duas versões para a divisão silábica da mesma palavra. Por exemplo, na palavra polícia, eu dividia po-lí-ci-a, mas, consultando o Portal da Língua Portuguesa, na divisão silábica aparecia po-lí-cia. Após pesquisar outras palavras semelhantes, acentuadas graficamente e que terminem em ditongo (dúzia, experiência, relógio, secretária...) tomei como certo que a divisão se faria assim.
Entretanto com a entrada em vigor do acordo ortográfico, ao consultar os dicionários da Texto Editora, para os vários ciclos, deparo-me com a divisão como fazia anteriormente (refúgio: re-fú-gi-o). Ora, pergunto, quem tem razão? Será o Portal da Língua Portuguesa de confiança? As gramáticas que consultei são omissas em relação a este tipo de palavras, e os colegas com quem já falei também têm dúvidas.
Sinédoque: no nosso coração / nos nossos corações
Qual é a forma correcta?
"E vive para sempre no nosso coração"
ou
"E vive para sempre nos nossos corações"
A regência do verbo integrar
É correto escrever num curriculum «Integrei a equipe de arquitetos da empresa xx, participando de vários projetos»? Dúvida: há necessidade de crase no «Integrei à equipe...»?
