DÚVIDAS

«Para com», mais uma vez ainda
Várias vezes tenho ouvido o uso das preposições para com em diferentes contextos e estou deveras baralhada. Dou como exemplos alguns que li e ouvi:1. Ele foi muito mal-educado para comigo.2. Não tenho qualquer rancor para com ele.3. Pode ser ser que eles o tenham sido para contigo, mas para mim sempre foram irrepreensíveis.4. Para com os seus pares, ele mostrou-se à altura.Em que situação se deve usar para com? (e, por favor, não usem a terminologia TLEBS senão o caos instala-se definitivamente na minha cabeça!).Muito obrigada.
Oração coordenada explicativa ou subordinada causal?
Sou tradutora, revisora e, eventualmente, professora. Tomei conhecimento de que houve controvérsias em um curso de segundo ciclo, no qual um professor discordou de outro na classificação da oração «porque estava doente», no seguinte período: «Carla não foi à escola porque estava doente.» A disputa que ocorreu foi entre coordenada explicativa e subordinada causal. Qual o melhor critério para distinguir essas duas? Creio que a resposta mais adequada é subordinada causal.
Análise morfológica e classificação morfológica
Fazer a análise morfológica de uma palavra é o mesmo que fazer a sua classificação morfológica? E é o mesmo que incluí-la numa classe de palavras? Para melhor entender, pergunto: quando faço uma análise morfológica, por exemplo, da palavra astrografia? Quando digo que é um substantivo feminino, ou quando digo que provém do elemento astro-, mais o elemento -grafi-, + -ia? Se é que alguma constitui uma análise morfológica. Grato.
O feminino de mestre
Ouvindo na rádio uma reação ao falecimento da professora Maria Helena Rocha Pereira – por sinal, um dos seus ex-alunos na Universidade de Coimbra –, estranhei que se lhe tenha referido como «a Mestre». Mestre não faz o feminino mestra? Será que estamos aqui também em presença do mesmo tipo de resistência ao feminino poetisa e juíza, por exemplo? Os meus agradecimentos pelo esclarecimento.
A vírgula após as palavras enfim e portanto
Gostaria de saber se nos períodos abaixo deve haver vírgula após as palavras enfim e portanto e qual a justificativa para o uso ou não da vírgula nesses contextos. 1) «Faz também parte da descrição a sensibilidade "interna" do universo do observador: alegria, tristeza, amor, ira, enfim estados emocionais.» 2) «Precisamos utilizar uma linguagem denotativa, portanto referencial.» Grata pela atenção.  
A vírgula antes de ou?
A seguinte frase, retirada de Diário, de Sebastião da Gama, é assim pontuada pelo autor: «A aula de hoje foi uma conversa animada, calorosa, por vezes, sobre as redações. Cada qual fazia ler ou lia a sua e depois a plateia criticava ou criticava eu.» Por uma questão de ritmo de leitura, a ter sido eu a escrevê-la, pontuá-la-ia da seguinte forma: «A aula de hoje foi uma conversa animada, calorosa, por vezes, sobre as redações. Cada qual fazia ler, ou lia a sua, e depois a plateia criticava, ou criticava eu.» Estaria a cometer um erro ao colocar a vírgula antes de ou? Em que casos se pode e em que casos não se deve fazê-lo?
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