DÚVIDAS

Pontuação do marcador discursivo «não é?»
Tenho muitas dúvidas sobre como transcrever do discurso oral certas expressões que aparentemente são perguntas sem o serem na realidade. Por exemplo: «Eu só escolhia aquilo que mais me agradava, não é, e deixava de lado o resto.» Deve-se escrever como acabei de fazer, ou assim?: «Eu só escolhia aquilo que mais me agradava, não é?, e deixava de lado o resto.» Eu julgo que se pode colocar o ponto de interrogação antes da vírgula, mas fica estranho, do mesmo modo que me parece estranho colocar, como coloquei, o ponto de interrogação antes dos dois-pontos. Será que o posso fazer? Continuação do vosso inestimável trabalho!
A diferença entre «por parte de» e «da parte de» + mais-valia
Gostaria de saber a diferença entre «por parte de» e «da parte de». «Este presente é da parte da minha mãe.» «O político recebeu uma moção de apoio por parte de um grupo composto por...» Gostava também de saber o significado de mais-valia quando utilizado nesta situação: «Saber falar chinês é hoje uma mais-valia para os que pretendem garantir um bom futuro.» Todas as definições encontradas remetem para o campo da economia. E neste caso: «Estás a aprender inglês? Mais valia aprenderes chinês!» Obrigado!
«Probatio diabolica»
A expressão latina «probatio diabolica», que é utilizada no Direito para exprimir a ideia de grande dificuldade ou impossibilidade de provar o que se alega, vem apresentada de dois modos nos manuais de Direito: «probatio diabolica» ou «diabolica probatio». Que modo de escrever/dizer a expressão está mais correcto? Ou estão os dois correctos por causa de, nas frases latinas, a ordem das palavras ser aleatória? Obrigado.
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