DÚVIDAS

«Ao passo que», «à medida que» vs. «à velocidade a que nos movemos...»
[A minha dúvida] é se devo preservar uma simetria nas locuções «ao passo que» e «à medida que» com a preposição a. Por um lado, penso na simetria que vejo nas locuções com em. Quero dizer com isso que o em aparece duas vezes – frases como «No lugar em que estou, sinto-me bem», na qual acredito que a palavra em não pode ser omitida. Por outro lado, penso se existe no caso específico de locuções semelhantes com a uma preferência pelo que considero análogo à omissão do em no exemplo anterior. Seria ilógico dizer «Ele é feio, ao passo a que ela é lindíssima», em vez de «Ele é feio, ao passo que ela é lindíssima»? Ou dizer «À medida à qual fui explorando, tudo se me foi revelando», em vez de «À medida que fui explorando, tudo se me foi revelando»? Será que devo trazer a lógica dessas duas locuções anteriores para casos que não são locuções clássicas da língua? Para mim, o mais lógico seria escrever «À velocidade a que nos movemos, não há tempo para reagir», mas será que a frase deve ser simplificada para «À velocidade que nos movemos, não há tempo para reagir»? Para mim, parece razoável reservar a construção que omite o segundo a para frases com verbos transitivos diretos, como «À velocidade que escolhemos para viajar, não há tempo para reagir».
O regionalismo quantal
Sou natural de Santa Maria da Feira e sempre utilizei a palavra "quantal", que exprime a ideia de «daqui a pouco», mas unicamente em situações hipotéticas, ou para efeitos de exageração, como no exemplo: «Dá de comer ao cão, que quantal o bicho morre-me de fome.» Gostaria de saber se este é uma palavra típica do Norte de Portugal e qual a forma correta de a escrever, no caso de haver uma: talvez se escreva "cantal".
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa