DÚVIDAS

Saudação, vocativo, vírgula
Minha dúvida é relacionada ao uso de vírgula para isolar o vocativo quando se usa uma interjeição. Por exemplo, o correto é escrever «Olá, Paulo! Tudo bem?», ou «Olá Paulo! Tudo bem?». Classifico a palavra olá como uma interjeição e, por isso, deduzo que o segundo caso esteja correto (sem vírgula), como ocorre nos exemplos da resposta da pergunta 9405. No entanto, na resposta da pergunta 15011, a palavra olá é separada do vocativo. Em outros sites da língua, também encontrei essa incoerência. Existe alguma diferença entre essas interjeições, ou minha compreensão está errada? Enfim, gostaria de saber se posso separar interjeição de vocativo e se a palavra olá é uma interjeição. Obrigado!
Tomara e tomara que
A palavra tomara usa-se como interjeição e é equivalente a oxalá, quem me dera. Como se classifica gramaticalmente? Por outro lado, ao usarmos a estrutura tomara que (expressão de desejo), obriga-nos ao conjuntivo. Pode usar-se «Tomara que seja verdade» e «Tomara que fosse verdade», «Tomara que tivesse sido verdade» dependendo do sentido? Deve usar-se um ponto de exclamação, após este uso? Se sim, podemos classificá-la como interjeição ou locução interjectiva?
O termo caraças na Primeira Guerra Mundial
Li, há alguns meses, um livro escrito por um português, cuja acção decorre, em grande parte, durante a Primeira Guerra Mundial. Nessa obra, é frequente os soldados portugueses destacados na Flandres empregarem caraças com o sentido com que hoje diriam, talvez, «Bolas!», «Gaita!» ou qualquer outro termo menos apropriado para constar aqui. Não creio que tal fosse possível naquela época. Suponho-o um termo recente. Tenho tentado confirmar esta minha suspeita, mas, até à data, não o tenho conseguido. Daí o ter decidido usar este contacto para vos pedir ajuda no sentido de satisfazer a minha curiosidade. Grata pela atenção dispensada à minha questão, desejo longa vida a este sítio da Net.
Os sentidos da interjeição «Puxa...!»
Sou espanhol, e trabalho num grupo de tradução de textos teológicos do espanhol para o português. Tenho uma dúvida: estou traduzindo um texto de uma mística espanhola, a qual, nas suas descobertas e visões espirutuais, exclama em espanhol "Andá...!" O nosso tradutor propõe traduzi-lo com a interjeição "Puxa...!" Mas eu duvido se esta palavra tem o mesmo sentido de surpresa e maravilha diante de uma descoberta espiritual. Duvido também se é uma palavra demasiado coloquial ou talvez vulgar, e se fica bem no meio de um texto místico e teológico. Obrigado.
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