Modo verbal depois de «ter a impressão de que» e «que pena... !»
Um aluno meu escreveu a seguinte frase num exercício sobre reclamação num restaurante:
«... Por favor senhor, mais valia que não me perguntasse nada. O peixe foi muito salgado e em cima de tudo tive a impressão que o peixe não cheirasse bem. Que pena que houvesse areia na salada!»
Segundo o que eu considero correto, corrigi os verbos para: «... O peixe ESTAVA muito salgado e em cima de tudo tive a impressão que o peixe não CHEIRAVA bem. Que pena que HAVIA areia na salada!»
Em relação ao primeiro verbo o aluno entendeu: optamos por estar em vez de ser porque é uma situação temporária. Mas em relação aos outros dois verbos, ele colocou no imperfeito do conjuntivo porque ele «teve a impressão», ou seja, como é uma suposição e não uma certeza, na opinião do aluno tem de ser no conjuntivo e não no indicativo.
Contudo, eu não acho que esse modo verbal fique adequado nas frases mencionadas. É válido também o uso do pretérito imperfeito do indicativo para expressar suposições?
Como posso explicar isso aos alunos?
Fico muito grata pela vossa ajuda!
Construção causativa com evoluir
A frase «Viajando, podemos evoluir o nosso raciocínio», a meu ver, não está coerente.
Poder-se-ia ter utilizado o verbo fazer («Viajando, podemos fazer evoluir o nosso raciocínio»)?
Obrigado.
O verbo imprescindir
O verbo imprescindir existe?
Concordância verbal: «Ou tu ou eu pagamos...»
Eu gostaria de saber com qual pessoa gramatical o verbo que segue os sujeitos ligados pela conjunção ou deve concordar.
Exemplo:«Ou tu ou eu pago/pagas a conta»
No exemplo, a ação verbal só pode ser exercida por uma das pessoas.
Napoleão Mendes de Almeida diz que, quando os sujeitos são de números diferentes, o verbo vai para o plural; só que, nos exemplos que ele deu para esta regra, ambos os sujeitos são de terceira pessoa.
Obrigado antecipadamente.
O verbo coçar
O verbo coçar pode ser usado com o sentido de «fazer comichar», como no seguinte exemplo»?
«Urticária – caracterizada por placas avermelhadas com relevo na pele, que coçam muito.»
Obrigada.
Esmolecer e afeiurado
Cumprimento, com apreço, a estimada equipe lusitana, a fim de sanar a seguinte ponderação:
Em uma aula de processo e formação de palavras, um grupo de alunos perguntou-me sobre a existência, na língua portuguesa, de dois vocábulos: "esmolecer" e "afeiurado".
Fazendo uma breve pesquisa dicionarística, não pude encontrar evidências para afirmar a concretude das palavras.
Ouso, portanto, dirigir-me à terra de Camões, a fim de elucidar aos meus diletos estudantes a dúvida que nos atordoa.
Certo da cooperação, parabenizo-os pela espetacular ajuda aos estudantes do vasto idioma neolatino.
Fechar vs. encerrar
Gostaria de conhecer bem qual é que é a diferença de utilização entre fechar e encerrar?
Muito obrigada.
Acento gráfico: demos/dêmos
Antes de mais, desculpai pela pergunta tão elementar, mas, numa aula de Português, um aluno queria saber por que razão a primeira pessoa do plural tempo presente do conjuntivo não leva acento, verbi gratia, dar e ir.
A minha gratidão antecipada pela resposta.
Modo indicativo: pretérito mais-que-perfeito vs. pretérito perfeito
Sei que o pretérito mais-que-perfeito figura na ação que ocorre antes de outra ação que é indicada pelo pretérito perfeito:
«Eu comera o bolo quando ela chegou.»
A primeira ação é a de comer o bolo, a segunda é a de ela chegar. Conheço também que podemos usar a forma do composto:
«Eu tinha comido o bolo quando ela chegou.»
Aquelas duas relações são muito claras para mim, mas há um terceiro caso sobre o qual estou em dúvida, não tenho certeza de como posso classificá-lo.
«Eu comi o bolo quando ela chegou.»
Ambas as formas verbais (comi, chegou) são as do pretérito perfeito. Mas não consigo indicar com certeza qual ocorreu primeiro.
Seguindo o raciocínio das primeiras, parto do pressuposto de que seja «comi» a primeira ação e «chegou» a segunda. Esta é também uma dúvida que tenho, mas não a principal, que vem a seguir:
O significado da primeira forma (comi) é o mesmo de comera, tinha comido? Isto é, há alguma equivalência de sentido, pelo menos neste caso, entre o pretérito perfeito e o pretérito mais-que-perfeito, de modo que eu pudesse substituir uma forma pela outra?
Esta dúvida surge por causa da ideia de que a ação de comer ocorre antes da ação de chegar.
Sugestões de outros artigos e referências são bem-vindas.
Grato.
«Servir de/como»
«Nesse sentido, a defesa do direito à liberdade de expressão não pode servir como argumento para justificar a tolerância à propagação de discursos de ódio.»
É correta a utilização de como depois do verbo servir?
Seria mais correta a utilização da preposição de?
Obrigado!
