Regência do verbo passar
A minha dúvida encontra-se na frase «Passámos para o ponto dois da ordem de trabalhos». O verbo passar não deveria ser regido pela preposição a? Ou seja, não deveria ser «Passámos ao ponto dois da ordem de trabalhos»?
Obrigada pela disponibilidade.
Sobre exemplos de infinitivo não flexionado
Apesar de ser um tema recorrente, gostaria da opinião objetiva dos consultores sobre a seguinte afirmação encontrada em outra gramática: «Se o infinitivo é complemento de verbo, adjetivo ou substantivo, não devemos flexionar», na qual apresenta os seguintes exemplos:
a) «Ele sempre proíbe os empregados de sair no horário»;
b) «Não estamos dispostos a desistir tão facilmente».
Se considerarmos que em a) o sujeito do verbo «proíbe» é «ele», e o do verbo «sair» é «os empregados», não seria correto flexionar o infinitivo sair? Ou o correto é mesmo não o flexionar, e analisá-lo como integrante da sequência «proíbe de sair». Com relação ao exemplo b), usando o mesmo raciocínio de se identificar o sujeito, percebe-se claramente que só há um, que se encontra subentendido («nós»). Ou aqui cabe a análise de que o infinitivo é complemento do adjetivo «dispostos»?
Vectorizar
Qual a forma correcta de escrever a seguinte palavra no português de Portugal: "vectorizar", ou "vetorizar"?
Obrigada.
Enriquecer e enricar
Será correcto em português de Portugal utilizar-se enricar, ou deveremos utilizar enriquecer?
Rediscutir
Gostaria de saber se existe, em português, a palavra "rediscutir" («voltar a discutir»).
Complexificar e contemplamento
"Complexificar", "contemplamento": podem-se utilizar, ou não passam de erros?
O emprego de ecoada (contexto jurídico)
Gostaria de saber em que situações se pode usar o verbo ecoar. A dúvida é sobre a correção do emprego de ecoada na frase abaixo:
«Já a obrigatoriedade ecoada pelo inciso II leva em consideração o código da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, (...) aplicando-se a obrigatoriedade de emissão da NF aos contribuintes enquadrados nos códigos da CNAE relacionados no Anexo II da mencionada Portaria.»
Aproveito para agradecer a atenção e os ótimos serviços que o Ciberdúvidas nos oferece. Um norte nesse mar de dúvidas que circunda os "falantes" da língua portuguesa em todo o mundo.
Com carinho.
História do uso de estar + a + infinitivo vs. estar + gerúndio
Gostaria de saber qual das seguintes formas gramaticais é a mais antiga:
estar + a + infinitivo, ou estar + gerúndio
Gostaria também de saber quando e, se possível, o porquê da mudança de uso para a forma mais moderna.
Desde já, agradeço qualquer informação que possam enviar-me.
Pretérito perfeito do conjuntivo do verbo drenar
Primeiramente venho parabenizar-lhes pelo ótimo site! Tem-me ajudado muito!
Deparei-me esses dias com uma questão que não consegui resolver. O enunciado era o seguinte:
«Pena que todo o entorno do parque "foi drenado" para permitir a plantação de soja.»
Para ser respeitado o padrão culto da língua, o emprego da forma verbal salientada acima passaria a:
a. se drenou
b. tinham drenado
c. fora drenado
d. tenha sido drenado
c. havia sido drenado
A resposta que constava era «d. tenha sido drenado», porém não consegui entender o porquê.
Haveria a necessidade de trocar do tempo simples para o tempo composto? «Foi drenado» e «tenha sido drenado» são equivalentes?
Uma outra dúvida, que apareceu junto com a primeira, foi do emprego da voz passiva analítica. Como não vi o complemento do verbo drenar, então eu utilizaria a forma:
«Drenou-se todo o entorno do parque», ao invés da forma apresentada. Eu poderia utilizá-la sem problemas?
Obrigado.
Os verbos haurir e aurir
Leio num documento de início do século XX: «(...) hauriu o leite da infância (...).»
A minha dúvida é se haurir e aurir são o mesmo verbo, mas sendo o segundo uma actualização gráfica do primeiro, ou se são verbos diferentes e qual o seu sentido.
Em segundo lugar, e seja qual for a resposta à primeira dúvida, gostaria de saber se ainda «se usa» o verbo haurir.
Obrigado.
