DÚVIDAS

Pôr-se em fuga
Agradecia um esclarecimento. O exemplo que vou dar não é lá muito "ortodoxo" mas foi assim que mo apresentaram. Desde já peço desculpa pela linguagem. Quando eu era jornalista na "Capital", o chefe de Redacção atirava-se ao ar quando um jornalista escrevia:«O motorista que atropelou o rapaz, "pôs-se em fuga".». Vendo-se esta frase escrita correntemente nos jornais, ninguém já faz caso, mas a verdade é que o chefe de então ficava furioso e explicava desta forma pouco convidativa: «A fuga deve ser uma gaja muito boa para toda a gente se querer pôr em cima dela, já que quem se põe, põe-se em algo». Será de facto erro? Obrigada pelo tempo dispensado.
O uso do conjuntivo
O prezado José Neves Henriques escreveu: "Sabemos que o indicativo é o modo verbal que nos apresenta os factos verdadeiros, reais ou tidos como tal. E que o conjuntivo (ou subjuntivo no Brasil) é o modo que nos apresenta os factos incertos e os não reais." Tenho cá esta pergunta: Se esta é a explicação do conjuntivo / subjuntivo, porque é que usamos este modo em casos como o seguinte: "É pena que eu não saiba falar chino." Porque eu não sei falar chino – é um fa[c]to certo e real. Existem casos nos quais o conjuntivo / subjuntivo é usado para casos certos e reais? Obrigado.
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