Ser, sinónimo de existir
Tenho interesse em saber se em latim havia apenas um verbo para exprimir «ser» e «existir».A dúvida é geral, mas pontualmente surgiu-me a partir da conhecida assertiva cartesiana «Cogito, ergo sum», tradicionalmente traduzida como «Penso, logo existo». Não seria, literalmente, «penso, logo sou»?Agradeço de antemão.
Ainda a regência do verbo falar
Tenho procurado solução para uma dúvida e nada encontro que me dê resposta científica.
Diz-se na oralidade «tenho falado em ti» mas parece-me que o correcto será «tenho falado de ti». Afinal, «falar em» não deveria apenas ser usado para «falamos em inglês», ou «falei em Benfica» (porque estava em Benfica a falar)?
Em não se refere sempre a um local ou um modo?
«Falar de Benfica», sim, será falar sobre Benfica, certo?
Isto leva-me, então, à questão final. Na frase «Ele quer ir almoçar convosco, está sempre a falar...», deve usar-se «falar disso» ou «falar nisso»?
O nisso não deve aplicar-se apenas a um local ou modo?
Obrigado pela atenção.
A pronúncia de oremos (verbo orar)
Gostaria de saber qual a pronúncia correcta da palavra oremos (do verbo orar), utilizada frequentemente nas celebrações eucarísticas da igreja católica. Será correcto pronunciar [óremus], abrindo a vogal inicial, ou [ôremus]?
Obrigada pela atenção.
A regência de costumar e costumar-se
Ouço com alguma frequência usar o verbo costumar seguido de a em frases tais como «costumo a ir...», «costumo a fazer...», o que me leva a admitir que não se trata de um erro, no sentido exacto do termo, mas de uma forma também admissível, cuja origem desconheço.
Solicito o favor de me elucidarem sobre este assunto, agradecendo desde já.
Sobre alguns particípios passados
De vez em quando ouço dicções como estas: abrido, fazido, escrevido, cobrido etc. Sei que são proferidas por pessoas cujos conhecimentos gramaticais são bastante limitados ou praticamente inexistentes. Ainda assim, na qualidade de estudioso do idioma português, não as considero formas errôneas. Parecem-me antes expressões obsoletas, antiquadas, desusadas, não necessariamente erradas. Concordais comigo?
O neologismo marquetando
Com a vossa ajuda consegui traduzir «Cape Verde: Marketing Good Governance» para «Cabo Verde e a sua mercadologia da boa governação». No entanto, na Internet tropecei num neologismo: "marketando".
Gostaria de saber a vossa opinião.
Obrigado pela atenção e pelo trabalho, de primeira categoria, que fazem. As minhas visitas são quase diárias.
Inverter e reverter
Neste contexto, qual é a forma mais correcta?
«Eu já pedi autorização ao Ministério, a resposta foi não, mas a situação ainda se pode inverter ou reverter.»
Pronome lhe como realização do sujeito de uma subordinada completiva de infinitivo
No conto Missa do Galo, Machado de Assis escreve: «... e, mais de uma vez, ouvindo dizer ao Menezes que ia ao teatro...» Como se explica esse «ouvindo dizer ao...»? Porque quem diz... diz alguma coisa a alguém, não é? Então, a frase deveria ser «ouvindo dizer o Menezes» ou «ouvindo dizer Menezes»... não é?! Ou a 1.ª opção se justifica? Como?
Aprovisionar e provisionar
Gostaria de saber qual das seguintes palavras, provisionar ou aprovisionar, é mais correcto utilizar, considerando o seguinte contexto:
«A conta depósitos à ordem do cliente deverá estar provisionada/aprovisionada, caso contrário a ordem será recusada.»
Está em causa a conta ter saldo disponível, ou seja, ter provisão financeira.
Obrigado.
A sintaxe de mentir
Qual é a regência do verbo mentir?
Obrigado!
