DÚVIDAS

«A ou B, complementando com C», de novo
Gostaria de poder fazer uma tréplica em relação à construção «A ou B, complementando com C». A dúvida original não foi solucionada pela construção lógica [ARBITRARIAMENTE] utilizada. A questão é exatamente saber que construção lógica adotar: (A V B) Λ C ou A V (B Λ C) Ora, substituindo-se a vírgula pela conjunção aditiva e (Cunha e Cintra), a estrutura da frase «A ou B, complementando com C» ficará: A V B Λ C Para a lógica booleana, o conectivo ou (V) equivale ao sinal de adição (+) e o conectivo e (Λ), ao de multiplicação (.). A partir daí, vale a regra de prioridade das operações fundamentais envolvidas numa expressão matemática: a multiplicação tem prioridade sobre a adição. Logo, a expressão A V B Λ C se reduzirá a: A + B.C Em conclusão, C só se aplica a B. Não cabe qualquer dúvidda quanto a isso. Quem estudou lógica booleana e trabalhou com circuitos integrados TTL sabe muito bem disso. Podemos afirmar com toda certeza que a construção em debate corresponde ao circuito eletrônico assim formado: Uma porta OR (em inglês) que tem por entradas o valor A e o resultado de B AND C. Noutros termos, somente oficiais aviadores terão de atender às opções 1, 2 ou 3 (a uma ou a mais de uma). P. S.: Além do mais, no caso concreto, não haveria sentido em distinguir oficiais aviadores dos demais candidatos de nível superior (utilizando um OU). Em todo caso, espero ter sido esclarecida a confusão com os argumentos acima. O debate até agora foi muito esclarecedor para mim. O que vocês acham?
Utilização de um sujeito na segunda oração
Se considerarmos apenas este tipo de construção, qual é a opção preferível? «Uma vez que a empresa está a aproximar-se cada vez mais da falência, a mesma deve adoptar medidas imediatas» ou «Uma vez que a empresa está a aproximar-se cada vez mais da falência, deve adoptar medidas imediatas.» Existe, neste caso, uma regra que determine a utilização ou a não utilização de um sujeito na segunda oração? Muito obrigada.
Parecer sobre a interpretação de uma frase
Num determinado contrato de mandato de gestão consta a seguinte frase: «A sociedade XXX será responsável por qualquer prejuízo decorrente do exercício negligente deste mandato, designadamente decorrente do incumprimento pela sociedade XXX de qualquer legislação ou regulamentação aplicável àquela, ou decorrente da realização de menos-valias relativamente ao valor dos activos financeiros à data em que foram confiados à sociedade XXX para serem geridos no âmbito deste contrato, e pelas obrigações fiscais resultantes dos rendimentos obtidos em consequência do referido mandato.» Solicitamos que, relativamente à frase acima, se dignem esclarecer se o conceito de «exercício negligente» aí expresso abrange, ou não, a realização das aí referidas «menos-valias». Permitimo-nos uma chamada de atenção para o facto de a frase «(…) designadamente decorrente do incumprimento pela sociedade XXX de qualquer legislação ou regulamentação aplicável àquela (…)» se encontrar entre vírgulas. Obrigados.
Anáfora linguística em «um presidente e quatro vogais que...»
Gostaria de saber se, na frase «A Comissão Executiva é constituída por um Presidente e quatro Vogais que representem cada um dos grupos de investigação, nomeados pelo Conselho Científico sob proposta da Direcção», se entende que todos os elementos constituintes da Comissão Executiva são nomeados pelo CC sob proposta da Direcção, ou se, da forma como está escrita, deixa entender que apenas os quatro vogais serão nomeados pelo CC sob proposta da Direcção? Muito obrigada.
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