«Foi-o»
Esta construção, «foi-o», na frase que cito de seguida, é possível? E em que manual poderei também ler mais sobre isto?
«O tipo que aqui escreve é um pouco tudo isto junto, talvez, ou foi-o, entre estes anos, além de muito mais, que não está escrito, ou talvez então não seja nada...»
«Eu fi-lo porque o quis»
Alguém já disse, certa vez: «Eu fi-lo porque qui-lo.» Acertou?
Se não, porquê?
Determinantes indefinidos e demonstrativos
Agradecia o esclarecimento pertinente sobre esta dúvida:
«Transformar numa outra pessoa.» Determinante indefinido (DI) ou/e demonstrativo (DD)?
DD
«Uma outra» ou «numa outra» indica a qualidade (posição) de um ser em relação a outro: já não é este, é diferente deste.
DI
Um demonstrativo expressa localização no espaço e no tempo. Não é o que acontece nesta frase.
O antecedente do pronome que
Num manual de apoio à disciplina de Português, encontrei o exercício que passo a transcrever:
«Ler um autor é criar um novo texto, saído do que lemos, através de uma leitura original, valorativa deste ou daquele aspeto que nos encontra ou nos agride, semelhante ou diferente de nós, da nossa maneira de ser e de estar, das nossas inquietações e aspirações, usufruindo do Escritor, das múltiplas vias, por ventura nem sempre conscientes, que nos franqueia das sugestões, da riqueza imaginativa, da sua capacidade de observar e interpretar o mundo e os outros. (…)»
Em «que nos franqueia», o antecedente do pronome que é...
a) (d)o Escritor.
b) conscientes.
c) (d)as múltiplas vias.
d) nossas inquietações e aspirações.
Gostaria de saber se a resposta correta é «d(o) Escritor» ou «(d)as múltiplas vias», sendo que, neste caso, há um erro de concordância verbal.
As funções dos pronomes ele e lhe
Ao analisar a frase «O cavaleiro entregou ao rei a longa espada que ele lhe pedira», quais as funções sintáticas de ele e lhe?
«Vós atendeste-los»
«Vós atendestes os clientes que chegaram mais tarde, não foi?»
Por favor, ajudem-me a pronominalizar a frase supracitada.
O termo as como pronome demonstrativo
Sobre o esclarecimento 24 344, na frase «Existem velhas parábolas chinesas sobre tudo, e as que não existem a gente inventa» sobre a qual é pedido um esclarecimento, consideram que as é um pronome demonstrativo porque pode ser substituído por aquelas. No entanto, também pode estar a substituir a palavra parábola, num mecanismo de coesão textual. Então, por que razão considerá-lo um pronome demonstrativo e não um pronome pessoal? Afinal, o, a, os, as são pronomes pessoais? São demonstrativos? Será que só é demonstrativo o pronome o quando antecede o relativo que («Sei o que pensas») ou antecede/segue um verbo («O João disse-o») e pode ser substituído por isso/aquilo?
A pronominalização
O que é a pronominalização?
O uso do lhe em variadas situações
A minha dúvida encontra-se nas frases «Tenho grande satisfação de passar-lhe às mãos a publicação Carta Mensal». O verbo passar é regido pela preposição a? Não seria correta a frase: «Tenho grande satisfação de passar às suas mãos a publicação Carta Mensal»?
Gostaria de uma explicação do mestre quanto ao uso do lhe nas mais variadas situações. Fico aguardando suas explicações.
Agradeço muito e parabenizo-o pelo site.
Ambiguidade de lhe num texto publicitário
Devido a um anúncio publicitário, eu e o meu pai ficámos com uma ideia diferente do significado do que estava escrito no anúncio!
A frase é:
«Um dia vais achar que sair à noite é ir deitar o lixo fora. (Quando esse dia chegar, não lhe ligues).»1
A parte da segunda frase «não lhe ligues» refere-se a quem?
A uma terceira pessoa subentendida, ou ao «dia»?
Desde já agradeço a resposta!
1 Na referida campanha publicitária, feita em Portugal, a frase que realmente ocorre é «quando esse dia chegar, não lhe fales».
