DÚVIDAS

A pronúncia de exantema e de exantemáticas
Há pouco tempo foi diagnosticada à minha filha de 8 meses roséola infantil, também conhecida por «sexta doença». "Sexta", devido ao facto de ter sido descoberta depois das outras cinco doenças exantemáticas mais conhecidas: o sarampo, a escarlatina, a rubéola, a varicela e o megaloeritema. Posteriormente, com a exacta definição do agente responsável e das suas características concretas, denominou-se exantema súbito ou roséola infantil. A minha questão é: como se pronuncia exantema e exantemáticas? Segundo a minha interpretação, no dicionário, o "x" deve ler-se "z"; estou correcta, ou não? Agradeço, desde já, a vossa ajuda.
Ainda a pronúncia da palavra blister
Fiz, há dias, a seguinte pergunta: «Como se pronuncia a palavra blister? Tem acento grave ou agudo?» Penso que a pergunta estará identificada pelo n.º 25 587 e foi respondida por Carlos Rocha. Fiquei, porém, algo decepcionado com a resposta, que não correspondeu às minhas dúvidas. Em primeiro lugar, argumenta-se que é uma palavra inglesa. Porém, como se argumenta na resposta, da vossa responsabilidade, à pergunta 15 205, «O “blister” é muito utilizado na indústria farmacêutica, para acondicionar os comprimidos, as drageias ou as cápsulas.» E não me recordo da sua utilização entre aspas, pelo que ela já está efectivamente a ser aportuguesada. Ou seja: a palavra é de uso frequente, mesmo que ainda não esteja no dicionário da academia, pelo que interessa saber pronunciá-la. De seguida, argumenta-se com a pronúncia constante do Dicionário Houaiss, de origem brasileira. Ora, segundo sei, esse dicionário é muito conceituado, mas não terá uma tendência para a pronúncia brasileira? Que tantas vezes difere da portuguesa? Por estas razões, reformulo a minha pergunta: caso a palavra blister já esteja (ou venha a ser) aportuguesada, como se pronunciaria? Não seria mais natural que tivesse acento tónico agudo, à imagem de clister, mister ou Almoster?
Serrar ≠ cerrar
Tenho visto escrito em vários jornais, nomeadamente nos jornais Correio da Manhã e no Setubalense,  frases deste tipo: «… sob a ameaça de caçadeira de canos cerrados...»E [há tempos], na Revista do semanário Expresso, podia ler-se: «… vendendo abaixo do valor a que comprou há sete anos, diz que vai serrar os dentes (oh! coitada) e assumir este investimento…»O uso dos verbos cerrar e serrar tornou-se aleatório?
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