DÚVIDAS

Estrangeirismos e itálico
Encontro-me neste momento a traduzir para português um texto inglês com inúmeras referências a música, estilos musicais e afins. Ora, ao referir os ditos estilos, surgiu-me uma dúvida: ainda que os substantivos "rock" e "jazz", por exemplo, estejam há tanto tempo instalados na nossa língua que se tornou comum grafá-los "em redondo", quando, no mesmo texto, tenho de referir "punk", "disco", "ska", "gospel", "techno", "trance", "acid", e tantos outros, parece-me que devo fazê-lo recorrendo ao itálico, uma vez que são palavras de origem estrangeira e que ainda não foram aportuguesadas (aliás, como "rock" e "jazz" também não foram). Como tal, peço apenas a vossa opinião: por uma questão de coerência, não será melhor eu grafar todos estes substantivos em itálico, uma vez que se inserem no mesmo texto? De outro modo, como poderia justificar o recurso ao itálico apenas para alguns, deixando os restantes em redondo? Desde já, o meu obrigado e, como sempre, os meus parabéns pela continuação deste vosso sítio.
Sobrevivalismo e sobrevivencialismo
Gostaria de saber como se devem traduzir as palavras survivalism e survivalist. A definição que estou transcrevendo foi extraída da Enciclopédia Encarta. «Somebody determined to survive: somebody who seeks to survive an impending disaster by hoarding weapons and food, often going off to live alone or with a like-minded group.»1 Muito obrigado. 1 Tradução: «Alguém decidido a sobreviver: alguém que procura sobreviver a um desastre iminente armazenando armas e comida, muitas vezes partindo para viver sozinho ou com um grupo que pensa da mesma forma.»
A pronúncia de menu
Gostava de saber como  se deve pronunciar a palavra menu. Penso, creio, que é mais correcto pronunciar "mènu", embora concorde que se deva dar preferência aos vernáculos cardápio ou ementa. A forma "m´nu" é apenas um dos erros copiosamente fornecidos pelo "lisboês", dialecto espúrio da região de Lisboa (como "m´tadona", "P´nacova", "v´lhice", "cadav´res", "lid´res"), em que o pobre do e é assassinado a sangue-frio. Sugiro a reciclagem do "lisboês", com o "vermâlho", o "Luxamburgo", o "friu" e outras pérolas que tais. Trabalho ciclópico, mas altamente patriótico.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa