A expressão «primo carnal»
Ouvi recentemente a expressão «primo carnal» como sinónima de «primo direito». Está correcta?
Não consegui encontrar a expressão dicionarizada (Porto Editora e Priberam) e, quanto à palavra carnal, esta só no sentido de consanguinidade poderia estar relacionada com o assunto de primos (não me parecendo que seja compatível com «primo direito»). Poderá ser regionalismo?
Obrigado.
O topónimo Manho ou Manhos (Lamego)
A navegar pela Internet, dei com os topónimos Quinta do Manho, Quinta de Manhos e Lugar de Manhos, todos eles em Lamego.
Sabem qual a origem desse topónimo?
Obrigado.
A expressão «tomar estado»
«Tomar estado com uma mulher» é o mesmo que amancebar-se ou quer mesmo dizer «casar-se com ela»?
Muito obrigado!
Unção e ungir
Se existe o verbo ungir, por que motivo não existe "ungimento"?
Pergunto isto porque já consultei alguns dicionários e não pude encontrar nenhum que o tivesse grafado.
Agradeço qualquer esclarecimento que me possam dar.
O advérbio especificamente
Perguntava se o advérbio especificamente pode ser usado na frase «Ele nasceu no Bairro Alto, especificamente em Lisboa.»
Cumprimentos.
A locução «nos idos de»
Na expressão «nos idos do Império Romano», como o Império Romano não existe mais, remetendo-se, obviamente, a um passado distante, o uso do termo idos não seria redundante e desnecessário? Por fim, qual o equivalente vocabular mais próximo de idos?
A expressão «numa fração de segundo»
Antes de mais, aproveito para reiterar o meu agradecimento à fantástica equipa do Ciberdúvidas, que me tem ajudado muito a aperfeiçoar o idioma português.
O assunto que trago hoje é alusivo a um acontecimento repentino que pode surgir no quotidiano. Como tal, gostaria de saber se se diz: «numa fração de segundo», ou «... segundos»?
Já ouvi as duas versões, mas suscitou-me alguma ambiguidade no caso de fração (no singular), conjugada com segundos (no plural). Por outra parte, também já ouvi dizer «em frações de segundos...
Qual é a forma correta?
(I) «Em frações de segundos, o utente exteriorizou o cateter e encheu o leito de sangue.»
A questão é: com quais das expressões -– acima assinaladas – poderia contruir esta frase?
Frequentar (pessoas)
O verbo frequentar é descrito como «ter certa convivência com» ("frequentar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa), e «viver na intimidade de; conviver com» (Dicionário infopédia da Língua Portuguesa).
Encontro, no entanto, apenas um exemplo desta aplicação, no Dicionário Online do Português: «Possuir convivência com; ter intimidade ou ser íntimo de: "ele gostava de frequentar bares noturnos"», o que não se afigura de tudo um bom exemplo.
Em que medida e situações o verbo frequentar pode ser usado para exprimir «viver na intimidade de; conviver com»?
Habitante de Getafe (Espanha)
Como se chama a um habitante de Getafe, em Espanha? "Getafeños", em castelhano, pode ser traduzido por "getafenhos"? Ou será, antes, "getafenses"?
Obrigada.
Como distinguir derivação afixal de derivação não afixal
Li por aqui uma resposta de 24/10/2017 ("Derivação não afixal não pode levar afixos") enquanto buscava sanar uma dúvida muito frequente quando trato de processos de formação de palavras em sala.
Como identificar se a formação é deverbal/regressiva, formando substantivos, ou sufixal para formação de verbos?
No caso, a dúvida surgiu com a palavra processo: trata-se de formação deverbal de processar ou o verbo forma-se, por derivação sufixal, do substantivo processo?
Para além desse caso, é possível estabelecer algum parâmetro? Como a referida resposta cita, a única saída seria o conhecimento de história da língua, da origem de cada vocábulo?
Muito obrigado!
