Natal, nome e adjetivo
Natal é nome próprio, ou comum?
Como escrever o nome comum municípios
Gostaria de saber se, ao escrever-se num artigo municípios, o mais correcto é fazê-lo com caixa baixa ou alta.
Neguinhos
Ouvi falar na palavra neguinhos referente a um tipo de copo de vinho, ou a uma medida do mesmo, usada nas antigas tascas nortenhas.
Gostava de saber qual a origem e o significado deste termo.
O adjetivo irrisório
Gostaria de confirmar se a palavra irrisório está aplicada de forma adequada (com respeito à semântica) na seguinte frase:
«O povo permite que os políticos acabem com o dinheiro de formas irrisórias e nunca acontece nada.»
Observação – o significado para irrisório seria: que provoca riso ou motejo, segundo o dicionário online Michaelis.
«No meu regresso» e «de regresso»
Diz-se: «Ao meu regresso conversaremos», «De regresso conversaremos», ou ainda «No meu regresso...»?
A classificação de nenhum
A minha pergunta é: na frase «Gostava de ver um filme, mas nenhum me agrada», nenhum entende-se como quantificador, ou como pronome indefinido? Outra pergunta é: qual a diferença entre quantificador e pronome indefinido?
Sobre admonição e monição
Tenho ouvido frequentemente a palavra admonição usada para designar o mesmo que uma pequena introdução/apresentação de uma temática que irá ser desenvolvida posteriormente. Também já ouvi a palavra monição, para designar o mesmo. Está correto? As duas palavras existem e são sinónimas?
Categoria funcional e categoria lexical
Gostaria de saber se classes abertas correspondem às classes lexicais (e, consequentemente, se as classes fechadas correspondem às classes funcionais).
O sentido de lampante
Que poderá significar a palavra (adjectivo?) lampante, como em «azeite lampante»?Comentário: não encontrando a palavra nos dicionários, encontrei-a em textos online relacionados com a produção e tipos de azeite.
Sobre o termo croça
Pelo o que se lê no Aulete Digital, depreende-se que croça (ou crossa, em outra grafia) é palavra que designa o báculo (bastão episcopal) como um todo, isto é, desde a extremidade superior recurvada até a inferior reta. Além disto, em outra acepção e por metonímia, é o nome apenas da parte recurva superior, a qual forma uma espécie de gancho ou espiral.
Pois bem, quando vejo em livros e enciclopédias a referida palavra, parece ser nesse último sentido, pois não raro aparecem junto ilustrações, geralmente fotográficas, mostrando essa parte superior do báculo rica e artisticamente trabalhada, com imagens de santos e símbolos cristãos entalhados no meio da madeira que a forma, ou até mesmo toda ela feita de ouro ou prata, neste caso também com adornos ricos, incluindo pedras preciosas. Daí surgiu-me a dúvida se croça (ou crossa), nesse último significado mencionado no parágrafo anterior, denomina a parte superior do bastão episcopal, somente quando é ricamente confeccionada, ou também quando é simples, tendo somente a voluta, sem enfeite nenhum, como sói acontecer com a maioria dos báculos episcopais, ao menos com os que tenho visto aqui no Brasil.
Quanto a grafia da referida palavra, a tendência dos hodiernos dicionários brasileiros da língua portuguesa parece ser a preferência pela forma crossa, por amor à etimologia imediata, o francês crosse, o qual vem do frâncico, ou germânico, krukkya.
Parece ser coisa certa que crosse é a origem mais próxima da nossa croça, uma vez que aquela palavra francesa tem justamente o mesmo significado: báculo episcopal. Além de tudo, croza, da língua espanhola, graficamente parecida com croça, tem também o mesmo sentido, provindo igualmente de crosse, segundo o Diccionario de la Lengua Espanhola, em linha, da Real Academia Espanhola. Sendo assim, seria melhor mesmo escrever crossa, abandonando de vez a grafia pseudoetimológica croça, desde há muito a mais usada na nossa língua.
Por favor, a luz refulgente do Ciberdúvidas, tanto sobre a questão semântica quanto a respeito da ortográfica.
