«Fiz cinco anos no Brasil» (português da Guiné-Bissau)
O verbo fazer é impessoal quando se refere ao tempo decorrido. No entanto, ouço as pessoas dizerem «fiz cinco anos no Brasil» ou «fizemos dois meses em Biombo», com o sentido de permanência.
Será que é correto dizer assim, e se não é, como é que se deve dizer?
Os termos adoção e adotabilidade
A propósito do caso da jovem imigrante sem-abrigo que abandonou o filho recém-nascido num contentor do lixo [em Lisboa], ouvi o termo adoptabilidade que, confesso, desconhecia (nem se encontra dicionarizado), mas que creio faz parte do léxico jurídico: [suponho que] "adaptabilidade", no sentido do processo legal para a adoção do bebé*.
Ou seja: qual a diferença entre adoptabilidade e adoção, e em que registo se usa um e outro? * in Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo Anotada, de Paulo Guerra.
Os valores semânticos da conjunção correlativa
de «quer... quer...»
de «quer... quer...»
Na frase «É conhecida dos historiadores a ação desencadeada pela Companhia de Jesus para obter o monopólio, o controlo total do ensino, quer normal quer universitário», a conjunção quer... quer pode ter sentido de adição além de alternância?
Adjetivos pátrios compostos italiano-alemão e ítalo-alemão
Gostaria de saber se as formas "italiano-alemão" e "ítalo-alemão", enquanto adjetivos compostos, estão corretas ou incorretas.
Cumprimentos.
O valor incoativo de cozinhar em «o frango está a cozinhar»
«O frango está a cozinhar», em vez de «[…] a ser cozinhado». Há aqui alguma figura de estilo?
Obrigado.
O uso de porquê como substantivo
Considero-me razoavelmente puritano na escrita de português e algumas situações ficam-me na memória. Relembro uma aula de Português em que o meu Professor insistia no uso de substantivos como «motivo» ou «razão» em vez de «porquê». Um exemplo: «Quero saber o porquê de estares chateado» deveria-se escrever (e dizer) «Quero saber a razão/o motivo de estares chateado».
Esta premissa do «não uso» da palavra «porquê» como substantivo entrou-me na cabeça e, na maioria das vezes que vejo alguém escrever ou ouço alguém dizer «o porquê», faço questão de referir o supracitado. Usar «o porquê» é menos correto? Mais feio?
Obrigado!
Temperar e destemperar
na aceção de «tornar morno, tépido»
na aceção de «tornar morno, tépido»
Gostava de saber se o verbo temperar também se pode referir a temperatura, ou seja ter como sinónimo amornar. Por exemplo, posso dizer: «vou temperar a água para tomar banho»?
Grata.
O significado de teórico-pragmático
Sei o que se entende por uma «pessoa teórica» e uma «pessoa pragmática». Mas uma vez ouvi alguém mencionar que os alemães são teórico-pragmáticos...
O que é alguém "teórico-pragmático"?
Podem dar um exemplo, fazem favor?
O feminino de druida
Encontrei na web o uso de «as/umas druidas» e consultei vários dicionários para verificar o feminino de druida". Só no Priberam online encontrei druidesa ou druidisa, e o de José Pedro Machado regista druidisa. Nem no da Academia das Ciências nem no Houaiss encontrei referências.
Assim, a minha questão é a seguinte: qual é o feminino de druida, e, no caso de se aceitar "druidesa" e "druidisa", alguma destas formas é preferente?
Muito obrigado!
O verbo expressar, os seus derivados e o nome célula
Em bioquímica, é muito comum a expressão em inglês «Y expressing cells» (sendo Y um exemplo), que em português é traduzida para «células que expressam Y». Esta tradução é muito limitada, pois transmite a ideia de uma condição transitória e não de uma característica das células.
Por exemplo, no tempo passado teríamos de usar «as células que expressavam Y foram lavadas com…», dando ideia que era uma consequência do teste. Por outro lado, «células expressando …» também não soa natural.
O mais fácil seria usar «células expressoras», estando o termo expressor em dicionários brasileiros. Porque não podemos adotar o mesmo termo?
Obrigada.
