DÚVIDAS

CIBERDÚVIDAS

Textos publicados pelo autor

Consultório

O advérbio sexualmente

Pergunta: Sobre a frase «Ainda existem muitas doenças sexualmente transmissíveis», a classe gramatical de sexualmente é advérbio de meio? Qual a função sintática de sexualmente, já que a referida palavra está inserida dentro de um sujeito «muitas doenças sexualmente transmissíveis»?Resposta: A palavra sexualmente, no contexto em que está inserida, é morfologicamente classificada como advérbio.  O valor semântico contextual é de meio, pois, se as...

Consultório

A regência de importar-se

Pergunta: Pelo que tenho visto, a regência do verbo importar-se é diferente no português do Brasil e no português de Portugal. Em Portugal, o verbo deve ser sucedido da preposição de antes de indicar o verbo que o complementa, certo? Exemplo: «Ele não se importa de ir à estação de comboios.» Mas e quando não há sucessão de verbo? Por exemplo: «ele não se importa da menina». Não seria correto trocar o de pelo «com a»? Ex.: «ele não se importa com a menina».Resposta: De...

Consultório

Géneros digitais

Pergunta: Por favor, quais gêneros são considerados gêneros digitais? Grato.Resposta: Segundo o Dicionário de gêneros textuais, de Sérgio Roberto Costa, eis os gêneros digitais: aula chat, banner, blog, chat, e-mail, fotoblog, post, fórum eletrônico, ciberconferência, weblog, etc. Analisando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foram rastreados os seguintes gêneros digitais (diferentes dos já elencados acima):...

Consultório

Vírgula e conjunções: «Mas, quando me vi...»

Pergunta: No brilhante livro Manual de boa escrita; vírgula, crase e palavras compostas, da prof.ª Maria Tereza de Queiroz Piacentini, ela afirma que o mas pode ser usado sem vírgula quando «inicia oração seguida de uma conjunção subordinativa». Eis uns dos seus exemplos: «Mas quando me vi sem saber o que comer, bateu o desespero.» «Os instrumentos iam parando... Mas à medida que as velas se apagavam, outras luzes se acendiam.» Naturalmente, eu teria usado uma vírgula após o...

Controvérsias

Linguagem jornalística: fonte da norma culta?

Sobre (supostas) verdades assentes

«Quando se diz que a linguagem jornalística pode ser tomada como fonte, e repositório, e corpus da verdadeira “norma culta”, isso significa que quaisquer formas linguísticas desviantes da norma-padrão tradicional encontradas em abundância (!) nos textos jornalísticos já podem ser automaticamente consideradas próprias da norma culta escrita?»  O gramático brasileiro Fernando Pestana reúne alguns dados e interroga-se criticamente a respeito do valor dos textos jornalísticos como fonte confiável e...
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa