Pelourinho «Pedir para» e «pedir que» Mandam as regras que o verbo pedir seja normalmente acompanhado de dois complementos: um direto e um indireto. Pede-se, pois, alguma coisa (CD) a alguém (CIND): «eu pedi um livro ao João» ou «eu pedi ao João que me emprestasse um livro». Quando o complemento direto é uma oração, encontramos o verbo pedir regendo duas estruturas diferentes que muitas vezes vemos confundidas pelos portugueses: «pode-se pedir que...» e «pode-se pedir para...». (...) Isabel Casanova · 15 de maio de 2016 · 8K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público "Solarengos", os Açores? Não, não é verdade... Vasco Cordeiro – Um dia tipicamente açoriano...António Costa – ... Solarengo, como se vê...Vasco Cordeiro – Ora aí está... E portanto seja muito bem-vindo aos Açores.António Costa – Isto é só para acabar com a má fama dos Açores, [segundo a qual] está sempre a chover. Não é verdade!...Vasco Cordeiro – Muito bem! [Diálogo entre o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, e o primeiro-ministro António Costa, à sua chegada a Ponta Delgada, em dia de sol radioso, in Telejornal da RTP 1, 29/04/2016.] José Mário Costa · 2 de maio de 2016 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Atenção à homofonia e não só «Se os livros didáticos confundem creche com cresce e sentam as pessoas nos balcões, mal vai a sociedade portuguesa» — considera neste artigo a professora Isabel Casanova. Isabel Casanova · 15 de abril de 2016 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público «As "mais piores"»?!... «(...) o FC Porto soma até agora 13 derrotas, situando a época 2015 entre as mais piores da história do clube.» [jornal “Público”, 12/04/2016] O mau emprego do comparativo de superioridade do adjetivo mau1 ou do advérbio mal é dos deslizes mais recorrentes na imprensa portuguesa, anos e anos a fio... (...) Sara Mourato · 15 de abril de 2016 · 5K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Porquê Panama Papers... em Portugal? É bem verdade que o chamado Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação – no original, em inglês, International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ) – é de raiz norte-americana, com sede em Washington. Mas do mesmo modo que, e bem, é em português que ele é noticiado nos media portugueses, qual a razão de grande parte deles preferir o contrário, quando se escreve e se fala do escândalo fiscal por ele revelado? Porquê Panama Papers (...)? José Mário Costa · 11 de abril de 2016 · 3K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Monumento público com dois erros estruturais graves Nunca será de mais falar em regência preposicional. Tal como *ninguém necessita uma coisa, nem se *tem a certeza uma coisa, também *ninguém é alvo uma coisa (os asteriscos assinalam a agramaticalidade da construção). Neste cartaz pretende-se dizer que «o castelo foi alvo de transformações»; não foi *alvo transformações. (...) Isabel Casanova · 4 de abril de 2016 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Ninguém *«tem a certeza uma coisa» nem *«necessita uma coisa»... Define-se regência como «a relação necessária entre duas palavras ou entre duas orações, em que uma determina a forma da outra. Contrariamente à concordância, a regência implica uma relação de dependência entre elementos, uma relação de interdependência de um regido relativamente a um regente». (...) Isabel Casanova · 1 de abril de 2016 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Porquê "algeriano"?! «(...) Foi preso em Itália um cidadão algeriano, suspeito de ter forjado os documentos (...)» Cristina Esteves, Telejornal, RTP 1, 27/03/2016 José Mário Costa · 30 de março de 2016 · 7K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Um encontrão... frontal «(...) O presidente da República diz que já tem praticamente tomada a decisão sobre o Orçamento de Estado.Marcelo Rebelo de Sousa adianta que vai de encontro ao que já conhecia do documento. (...)» Cristina Esteves, Telejornal, RTP 1, 26/03/2016 José Mário Costa · 30 de março de 2016 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público "Descriminadas": um erro crasso... com chancela governamental «Se é alérgico ou intolerante a alguma das substâncias a seguir descriminadas e tem dúvidas se esta foi utilizada na preparação/confeção do que pretende consumir (...)» A AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal), juntamente com o Governo de Portugal, distribuiu, junto de cafés e restaurantes, informações sobre alimentos que podem provocar alergias ou intolerâncias. Com a colaboração do Governo de Portugal, estes cartazes, que se encontram publicamente afixados em casas de alimentação do país, apresentam um erro frequente em língua portuguesa. É a dissimilação. (...) Isabel Casanova · 18 de março de 2016 · 4K