Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Contacto, e não "contato" «Dirija-se à caixa automática para pagamento ou contato com a EMEL». Um destes dias, no parque de estacionamento junto à estação de Metro de Entrecampos, em Lisboa, dei com o aviso da EMEL, cujo texto se reproduz acima. (...) Paulo J. S. Barata · 16 de março de 2016 · 23K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Aquela ou àquela? «Pelo que li, Jorge Ferreira está de consciência tranquila quantoaquela arbitragem que fez no jogo Paços [de] Ferreira-Benfica.»A Bola, 26 de fevereiro de 2016, p. 43. Não é «aquela arbitragem» mas «àquela arbitragem». (...) Paulo J. S. Barata · 1 de março de 2016 · 39K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público "Acessor", ou assessor? «Antes de ser acessor de Cavaco, David Justino foi ministro da Educação de Durão Barroso.»Público, 14/02/2016, p. 9. Se o jornalista que legendou a imagem já tivesse sido assessor de imprensa, por certo não escreveria "acessor"… Paulo J. S. Barata · 22 de fevereiro de 2016 · 48K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público "Cocho"?!... Falava-se de exames, de ensino, de retenções, de dificuldades em língua portuguesa, da necessidade de ditados para conhecer e fixar a grafia, e eis senão quando aparece a legenda: «A partir do momento em que acaba o ciclo dos primeiros quatro anos, ou o aluno sabe, ou vai andar cocho» ("Princípio da Incerteza", RTP3, 13-02-2015), (...) Paulo J. S. Barata · 17 de fevereiro de 2016 · 4K
Pelourinho Se o apelido é Sanches, porquê dizer Sánchez?! Um recorrente errada dicção no audiovisual português A errada pronúncia na rádio e de televisão portuguesasdo apelido do jovem futebolista do Benfica Renato Sanches – como se se tratasse de um mexicano ( logo, "Sánchez", com z) –, assinalada neste apontamento do jornalista João Querido Manha . João Querido Manha · 15 de fevereiro de 2016 · 13K
Pelourinho E que tal menos desleixo e mais brio profissional? O jornal i e o semanário Sol passaram a seguir as novas regras ortográficas em vigor oficialmente em Portugal, terminado que foi o período de transição, tal como no Brasil. Não se pode dizer é que, pelo menos no primeiro caso, a opção tenha sido minimamente ponderada. (...) José Mário Costa · 10 de fevereiro de 2016 · 5K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público «Alguém lhos "tiram"»?!! «Serena e o dorminhoco Djokovic com os troféus do Open da Austrália do ano passado. Alguém lhos tiram das mãos?» Diário de Notícias, 17/01/2016 «Alguém lhos tiram»?!! (...) Guilherme de Almeida · 29 de janeiro de 2016 · 3K
Pelourinho Talentos e talentaços A utilização da língua portuguesa na RTP é a prova acabada do talentaço reinante nos programas da estação pública nacional. A desmedida é tal, que o idioma de Cesário Verde, para não estar sempre a citar o trinca-fortes do Camões, não chega. Got Talent Portugal é um dos seus mais jubilosos programas, acabadinho de ser anunciado, por acaso no insuficiente idioma do meu vendedor de pêra-rocha. (...) Luís Carlos Patraquim · 20 de janeiro de 2016 · 4K
Pelourinho Uma fartança de amor(es) Não são conhecidas, mesmo a partir da base de dados dos frequentadores dos reallity shows das televisões existentes, muitas pessoas que assumam o dever de revelarem que amam à farta, se bem que utilizando o verbo haver para dar conta dessa nova medida do amor. «Amo-te muito» é bastante diferente de «Amote há farta» pela simples razão da quantidade de amor que somos levados a pensar que deve possuir a (o) enfartada(o). (...) Domingos Lopes · 11 de janeiro de 2016 · 3K
Pelourinho A culpa, depois, ainda é do Acordo Ortográfico... «(...) Não se tratam de imagens "cliché ou icónicas, mas uma mulher que sofreu o choque de saber o seu destino e as dores do parto" (...)» É uma incorreção antiga e continuada na imprensa portuguesa este (mau) uso no plural do verbo tratar, conjugado pronominalmente. Dos tais erros que, pela sua repetição, teimosa e desleixada, são bem ilustrativos de como (des)anda hoje o domínio do idioma nacional no jornalismo português*. Muito, mas mesmo muito, para além do Acordo Ortográfico, e da sua incompetente aplicação, como se continua a apregoar por aí. José Mário Costa · 8 de dezembro de 2015 · 4K