Pelourinho Abrir e ler o que tem dentro Abriram-se as prendas de Natal. Se a prenda é um livro, o simples desembrulhar não permite tirar conclusões acerca do produto. Veja-se o caso de dois livros de literatura infanto-juvenil, ambos traduções: A Flauta Mágica (Edições Hipòtesi/Kalandraka Editora) e A Vida de Um Piolho Chamado Matias (Edições Teorema). Ambos têm erros gravíssimos, que acusam uma má tradução e uma igualmente má revisão. Listo apenas alguns desses erros. Ana Martins · 20 de janeiro de 2008 · 4K
O nosso idioma Afinal quantos zeros tem um bilião? 9 ou 12? Abordagem no semanário Expresso de 19 de Janeiro de 2008 (ver vídeo) sobre as duas escalas diferentes para classificar os números grandes. Como temos referido várias vezes aqui no Ciberdúvidas, só até ao milhão é que a terminologia é a mesma na Europa e nos EUA, assim como no Brasil. Depois, é a confusão permanente... Carolina Reis · 20 de janeiro de 2008 · 132K
O nosso idioma Para além da semântica Uma pergunta muito simples que recebemos uma vez no Ciberdúvidas da Língua Portuguesa foi esta: «O que é a globalização?» Na resposta dada diz-se que é o acto ou efeito de globalizar e que, em Economia é, basicamente, o processo de eliminação das restrições estatais aos intercâmbios entre fronteiras. Esta semana, o papa falou de globalização na homília da missa do Dia de Reis. Considerou-a «uma névoa que cega as nações» e associou-a ao caos da Torre de Babel. Ana Martins · 15 de janeiro de 2008 · 5K
Acordo Ortográfico // Controvérsias Os argumentos anti-Acordo Ortográfico rebatidos ponto por ponto Os argumentos de quem está muito assustado com o novo Acordo e aparece na liça a combatê-lo são comuns, repetitivos. Rebato-os a seguir, ponto por ponto, mais uma vez. Sacrifício feito ao Brasil Aqueles que resistem ao novo Acordo apresentam argumentos nacionalistas, dizendo que há no novo Acordo subserviência ao Brasil. D´Silvas Filho · 8 de janeiro de 2008 · 5K
Acordo Ortográfico // Controvérsias A língua de todos nós A revista África 21 publicou, no seu n.º 12, de Dezembro de 2007, um conjunto de quatro textos sobre o Acordo Ortográfico. Aqui ficam eles em linha, com os devidos agradecimentos ao seu director executivo, o jornalista Carlos Pinto Santos. Malaca Casteleiro: «Desde 1911 que andamos nisto» Acordo Ortográfico, quem quer adiar de novo? Andanças da minha escrita Prós, contras ou assim-assim 6 de janeiro de 2008 · 3K
O nosso idioma Tocava piano e falava francês Quem tenha feito, agora por alturas de fim de ano, uma ronda pelos sites de algumas agências de viagens ou tenha folheado algumas revistas de turismo encontrou, de certeza, um grande ajuntamento de palavras como réveillon, champanhe, verve, charme, bon vivant, foie gras, garçon, habitué, etc. Tudo galicismos, ou seja, palavras emprestadas do francês. (...) Ana Martins · 6 de janeiro de 2008 · 5K
Acordo Ortográfico // Controvérsias Prós, contras ou assim-assim «Não vai mudar a fundo as coisas. As implicações que isso tem do ponto de vista económico sempre sobram para os países mais pobres.»Mia Couto, escritor moçambicano «Para um país como Angola é muito importante aplicar o acordo, porque este vai fazer aumentar a circulação do livro e facilitar a aprendizagem e a alfabetização, que é, neste momento, a coisa mais premente para Angola e Moçambique.»José Eduardo Agualusa, escritor angolano 6 de janeiro de 2008 · 4K
Acordo Ortográfico // Controvérsias Andanças da minha escrita Os tementes a Deus, os reverentes da Academia e os assustados da gramática andam numa fona discreteando acerca do Acordo Ortográfico. É lá com eles. Tenho para mim que não vou tirar o P ao Baptista nem desacentuar o advérbio cristãmente, com til a coroar o A. Não vou deixar de entender o Guimarães Rosa, o Graciliano, o Godofredo Rangel, o Rubem Braga, o Mia ou o Luandino por cada um deles escrever do modo, com o tom e o registo fonético, sintáctico ou ortográfico que muito bem desejarem. Baptista-Bastos · 6 de janeiro de 2008 · 7K
Acordo Ortográfico // Controvérsias Acordo Ortográfico [em Angola], quem quer adiar de novo? Adiar a entrada em vigor do acordo, às portas da sua data inicial, é diplomaticamente pouco sério, quando se trata de aplicar uma decisão do mais alto nível da CPLP Trabalho em três instituições nas áreas de docência e pesquisa - em Angola, Brasil e Portugal - e, como as matérias são idênticas, procuro usar os mesmos textos, até porque minhas pesquisas têm incidências nas aulas. Não consigo. Em virtude das diferenças ortográficas sou obrigado a modificar os textos para cada um dos casos. Jonuel Gonçalves · 6 de janeiro de 2008 · 6K
Acordo Ortográfico // Controvérsias «Desde 1911 que andamos nisto» João Malaca Casteleiro em entrevista à revista África 21 Entrevista ao filólogo português João Malaca Casteleiro [ver «Em defesa da Língua», em baixo] nos trabalhos do Acordo Ortográfico começou há mais de duas décadas, no Rio de Janeiro, ao lado do académico brasileiro António Houaiss. Hoje, mantém a defesa da reforma da língua portuguesa e responde com acutilância às argumentações dos adversários do Acordo. Uma entrevista da autoria do jornalista e escrito angolano João Melo, na revista África 21, de dezembro de 2019. João Melo · 6 de janeiro de 2008 · 7K