O nosso idioma A ortografia Um extracto do Dicionário de Paixões do escritor português João de Melo, sobre a «instituição secreta» do erro ortográfico. Não conhecem o erro ortográfico? O maior deles é irreversível. Consiste em não o (re)conhecermos. E esse irreconhecimento fez dele uma instituição secreta. João de Melo · 21 de setembro de 2010 · 4K
O nosso idioma O caso do chinelo encontrado morto Crónica do jornalista português Ferreira Fernandes, publicada no Diário de Notícias de 15 de Setembro de 2010, acerca daquilo que pode originar uma (divertida) metátese… Ferreira Fernandes · 15 de setembro de 2010 · 3K
O nosso idioma 10 grandes equívocos da língua portuguesa Equívoco 1 – Quando está um dia de sol, dizemos que está um dia "solarengo".Verdade – Quando está um dia de sol, dizemos que está um dia soalheiro. Equívoco 2 – Cada um dos caracteres tipográficos designa-se "caracter".Verdade – Cada um dos caracteres tipográficos designa-se carácter. Equívoco 3 – A palavra "açoreano" escreve-se com E, porque deriva de Açores.Verdade – A palavra açoriano escreve-se com I, porque à base açor se associou o sufixo -iano. (...) Sandra Duarte Tavares · 15 de setembro de 2010 · 13K
Antologia // Brasil Língua-mar A Língua em que navego, marinheiro,Na proa das vogais e consoantes,É a que me chega em indas incessantesNa praia deste poema aventureiro.É a Língua Portuguesa — a que primeiroTranspôs o abismo e as dores velejantes,No mistério das águas mais distantes,E que agora me banha por inteiro.Língua de sol, espuma e maresia,Que a nau dos sonhadores-navegantesAtravessa a caminho dos Instantes,Cruzando o Bojador de cada dia.Ó Língua-Mar, viajando em todos nós!No teu sal, singra errante a minha voz. Adriano Espínola · 14 de setembro de 2010 · 7K
O nosso idioma // Unidade e diversidade da língua A língua portuguesa em Angola Língua materna vs. língua madrasta. Uma proposta de paz O escritor angolano José Eduardo Agualusa reflecte sobre a rápida expansão do português em Angola, após a independência, propondo o uso dos idiomas nacionais na literatura desse país. José Eduardo Agualusa · 13 de setembro de 2010 · 15K
O nosso idioma Pautar = Pautuar O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, fez de improviso, no passado dia 5 de Setembro, o seu discurso de encerramento na Universidade de Verão 2010 deste partido português, em Castelo de Vide. A dada altura do mesmo, refere: «O PSD não pautua o seu comportamento para agradar ao Partido Socialista» (cfr. passagem do vídeo entre os minutos 30 e 31). Paulo J. S. Barata · 10 de setembro de 2010 · 6K
Antologia «A música secreta da língua portuguesa» [...] Mas a poesia é também a língua. A música secreta da língua. Na língua portuguesa essa música é um marulhar contínuo. «Há só mar no meu país» — escreveu o poeta Afonso Duarte. E um poeta angolano falou da língua portuguesa como língua de viagem e mestiçagem. E eu acrescento: rio de muitos rios. E também pátria de várias pátrias. A língua é una. Mas é diversa. Tanto mais ela quanto mais diferente. Tanto mais pura quanto mais impura. Manuel Alegre · 8 de setembro de 2010 · 6K
O nosso idioma Taxas moderadoras e Scut: será que a linguagem ainda vale o que vale? Paulo J. S. Barata comenta o uso que se faz em Portugal das expressões taxa moderadora e Scut. A linguagem mantém quase sempre resquícios do seu valor denotativo, mesmo quando este é sobrepujado pelo valor conotativo, adquirindo outros sentidos e cambiantes. É, pois, quase sempre possível reconhecer, através da análise contextual, por muito mascarado que esteja pelas conotações que entretanto adquiriu, o valor denotativo da linguagem. Paulo J. S. Barata · 6 de setembro de 2010 · 3K
O nosso idioma «Ciclo vicioso», ou «círculo vicioso»? A expressão correcta é «círculo vicioso». De acordo com alguns dicionários, esta expressão designa uma sucessão, geralmente ininterrupta, de acontecimentos que se repetem e voltam sempre ao ponto de origem, colidindo sempre com o mesmo obstáculo. Na doutrina de Aristóteles, esta expressão designa uma falha lógica que consiste em alcançar dedutivamente uma proposição por meio de outra que, por sua vez, não pode ser demonstrada senão através da primeira. Sandra Duarte Tavares · 3 de setembro de 2010 · 71K
Pelourinho // Estrangeirismos A inevitabilidade da palavra reporte «Não sabia que entre os subordinados havia dois amantes dos pombos, dois columbófilos, palavra talvez ainda não existente na época, salvo porventura entre iniciados, mas que já devia andar a bater às portas, com aquele ar falsamente distraído que têm as palavras novas, a pedir que as deixem entrar.» Paulo J. S. Barata · 29 de agosto de 2010 · 6K