DÚVIDAS

A regência dos vocábulos atenção, atento e atendimento
Tenho um pouco de dificuldade com o uso dos vocábulos atenção, atento e atendimento no que diz respeito à regência. Como se usa esses nomes e quais o erros mais frequentes ao utilizá-los?
Glossário com vocábulos recentes
Gostaria de saber se existe algum glossário com vocábulos de introdução recente na língua portuguesa que obedeçam aos critérios de formação vernácula. Obrigada.
Sobre os vocábulos ocê e (= você)
Gostaria que me esclarecessem se existem, em brasileiro, os vocábulos "ocê" ou "cê", como formas variantes (ou diminutivas?) do vocábulo você. Pergunto isto, porque, de facto, não encontro em nenhum dicionário de língua portuguesa. Penso que, em português de Portugal, não deve existir. Apenas encontrei um site que trata, de modo superficial, um pouco desta questão. Pergunto, pois: é legítimo, isto é, está correcto dizer a alguém: «Cê quer uma sopa?» ou «Ocê não chegou a horas». Faz-me um pouco confusão. Obrigada.
O aportuguesamento de vocábulos estrangeiros
Uma antiga professora minha, que tropeçava em alguns estrangeirismos quando ia escrevê-los, sempre nos dizia que era permitido a qualquer falante de português aportuguesar palavras estrangeiras. De fato há uma regra que permita isso explicitamente? Além disso, aproveito para perguntar algo que pode ser um tanto ou quanto profético, mas ainda assim acho útil: por que anglicismos mais recentes, como "download", "delivery" ou "marketing", não foram ainda aportuguesados ("daunloude", "delíveri" e "márquetim"), enquanto, no passado, anglicismos como "pênalti" e "revólver" foram adaptados poucas décadas depois de seu primeiro emprego?
Sobre os vocábulos perfusão e infusão (em medicina)
Vinha recolocar uma questão que já foi respondida, mas que não me esclareceu completamente. A questão prende-se com a utilização dos vocábulos perfusão ou infusão, quando nos referimos à administração de fármacos (por via endovenosa, por exemplo). Ou seja, quando se administra um medicamento através de uma agulha (ligada aos restantes componentes do dispositivo médico) que está inserida num vaso de um doente e através da qual se injecta o medicamento ao longo de um determinado período (e não em bólus). Neste contexto, qual seria o termo indicado: perfusão, ou infusão? Obrigado pela atenção.
Sobre os vocábulos amor-perfeito, guarda-marinha e pescado-real
À luz da TLEBS 2004, o vocábulo amor-perfeito passou a ser uma palavra lexicalizada, logo simples. Tendo em conta isto, os vocábulos guarda-marinha e pescado-real são palavras simples ou palavras formadas por composição morfossintáctica?Já agora pescado- real, trata-se de um nome + adjectivo ou de um verbo (particípio passado) + adjectivo?
Os «vocábulos gramaticais» do registo de nascimento (Portugal)
Qual a ortografia correcta? Ao fim de 57 anos mudam-nos os nomes, pois sempre usei a ortografia actualizada de Manuel Tomás. A Lei n.º 7/2007, de 5 de Fevereiro, criou esta confusão com o artigo n.º 9 e a recuperação dos "vocábulos gramaticais" do registo de nascimento. O que são vocábulos gramaticais? Como interpretar, em ligação com este artigo n.º 9, o artigo n.º 60 da mesma lei que ordena a correcção ortográfica? Qual a vossa opinião sobre esta situação? Muito obrigado.
À volta de Fão e de vocábulos semelhantes
Conforme recente resposta desse incontornável sítio, uma localidade portuguesa tem o seu nome ortografado atualmente como Fão. Creio que desse topônimo surgiu também um sobrenome português, o qual, no passado, se escrevia "Fam", mas hoje deve ser Fão, a exemplo da atual forma do geônimo que lhe deu origem. Certo? O outro apelido, "Gram", também lusitano, deve ser grafado hoje de modo correto Grão. Confirmais? Aproveitando o ensejo, gostaria de acrescentar que no passado havia palavras comuns e também prenomes e sobrenomes terminados em -am, cujo valor fonético era /ãu/. São dois bons exemplos, entre inúmeros outros, "Cristovam" e "Estevam", hoje Cristóvão e Estêvão. Na nova ortografia do século XX, todavia, o -am final, com o referido valor, desapareceu em todos os casos, menos em certas formas verbais paroxítonas da terceira pessoa do plural de certos tempos verbais, tais como levam, falam, trabalhavam, façam, etc. Sendo paroxítonas e terminando pelos fonemas /ãu/, estes são representados por -am, na escrita. Sendo oxítonas terminadas em /ãu/, estes são escritos com -ão mesmo: levarão, ouvirão, darão, etc. Pelo fato, que me parece certo, de -am, em final absoluto, só ocorrer hodiernamente em formas verbais graves, sempre com o valor de /ãu/, causa-me dúvidas o valor de –am e o acerto do seu uso em prenomes hebraicos, creio aportuguesados, de personagens bíblicas nas traduções das Sagradas Escrituras para o português feitas no Brasil pelo menos. Nestas versões, ocorrem formas como "Cam", "Aram", "Adoniram", "Mesolam", "Naamam", "Anam", "Aduram", etc., etc., etc. Se nestes casos o valor fonético de –am é /ã/, a melhor grafia não deveria ser –ã? Não seria melhor escrevê-los "Cã", "Arã", "Adonirã", "Mesolã", "Naamã", "Anã", "Adurã"? Se for /ãu/, não seria melhor grafá-los "Cão", "Arão", "Adonirão", "Mesolão", "Naamão", "Anão", "Adurão"? Espero os vossos seguríssimos esclarecimentos. Conto mais uma vez convosco, com a vossa luz sem fim, meus diletíssimos amigos. Muito obrigado.
A origem dos vocábulos vulnerável e vulnerabilidade
Gostava de saber a origem dos vocábulos vulnerável e vulnerabilidade e também os diferentes contextos em que se emprega e, se possível, porquê. Será que podem elucidar-me? Muito obrigada.  
O sentido dos vocábulos língua e roçar
Nos versos «Gosto de sentir a lingua roçar/ a lingua de Luís de Camões», qual o sentido dos vocábulos língua e roçar?
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