«De que» e «do que» em frases interrogativas
Qual é a forma correta para a questão seguinte?
«Do que vou ter mais saudades?»
Ou:
«De que vou ter mais saudades?»
Obrigada.
Frases interrogativas e modo nas orações subordinadas
Sei que o conjuntivo é usado com verbos de opinião na forma negativa, como «não acho que...». Mas também é possível usá-lo em perguntas?
Por exemplo, «Achas que ele fale português»?
Também gostaria de saber se é usado quando nos referimos ao passado. Por exemplo, «Achas que ele fosse a casa?», em vez de «Achas que ele foi a casa?».
Ou depende do grau da incerteza?
Muito obrigado.
Interrogativas: «o que é que...?» e «o que que...?»
Tenho a idea de que em Portugal se usa «que é que» como a forma mais correta em casos como «o que é que ele faz?», «o que será que», «de que é que», etc.
Mas que no Brasil a parte «é que» já não é usada, tendo este idioma [sic] uma maior preferência pela chamada simplificação: «que ele faz?», «que será», «de que», etc.
Não consigo encontrar uma referência sucinta que:
1- Explique se existe de facto tal diferença entre o nosso lusitano português e o do Brasil.
2- Explique e defenda tal uso em Portugal, isto é, que as várias formas aqui exemplificadas por «o que é que ele faz» são mais corretas do que as que seguiriam como exemplo «o que ele faz».
Seria possível tal explicação, e também por favor as referências em que esta se basearia?
Aproveito para vos agradecer imenso pelo bom trabalho! Vocês ajudam a formar pilares necessários para a língua portuguesa!
Parabéns!
O verbo nas interrogativas introduzidas por qual (II)
Na frase «Qual o impacto da atenção na compreensão da leitura?», não é obrigatório escrever o verbo , neste caso, ser (é ou foi)?
O futuro em frases interrogativas
Por que se faz uso do futuro numa frase como esta «por que TERÁ acordado tão cedo»?
Qual em frases interrogativas (Portugal vs. Brasil)
Sou portuguesa, mas vivo atualmente no Brasil. Gosto de ouvir e comparar as especificidades regionais da língua mas, por vezes, surgem-me algumas dúvidas quanto à "gramaticalidade" de algumas construções frásicas. Uma delas inclui o uso que os brasileiros fazer do pronome interrogativo qual – ou que nós não fazemos, dependendo do ponto de vista. :)
Em Portugal (pelo menos em Lisboa, que é de onde eu sou) não é comum usar o pronome interrogativo qual a preceder imediatamente um substantivo. Normalmente usamos o que: «Em que casa é que ela vive?» (E não «Em qual casa...?»); «Para que dia ficou marcada a reunião?» (e não «Para qual dia...»); «Com que roupa é que vais?» (e não «Com qual roupa...?»), etc.
Usamos normalmente o qual se ele surge como pergunta inteira («– Gosto daquele relógio»; «– De qual?») ou se vem diretamente antes de um verbo (incluindo o famoso auxiliar de perguntas «é que»): «De qual é que gostas mais?»; «De quais gostas mais?»
No entanto, ouço com bastante regularidade os brasileiros utilizarem «de/em/para qual + substantivo». Um dos exemplos mais comuns é com os dias: «Em qual dia da semana você nasceu?» (Enquanto um lisboeta perguntaria: «Em que dia da semana...?»)
A minha pergunta é (sem pôr em questão a legitimidade da prática popular dos brasileiros em fazer uso dessa construção): do ponto de vista puramente gramatical, é possível dizer que está correto perguntar «qual + substantivo» («Em qual dia?»), ou soa-me mal simplesmente porque eu não estou habituada?
Desde já agradeço antecipadamente a resposta a esta dúvida. E agradeço pelo vosso excelente trabalho em geral. Um verdadeiro serviço de utilidade pública!
Obrigada!
Orações completivas e interrogativas parciais indiretas
De acordo com o Dicionário Terminológico (DT), as orações subordinadas substantivas podem ser completivas ou relativas (sem antecedente), tendo sido colocada de parte a designação de interrogativas indiretas para orações do tipo:
«(Perguntei-lhe) porque esperava por mim/quando chegaria a casa.»
Também é referido no DT que as completivas podem ser introduzidas pelas conjunções que/para/se e as relativas sem antecedente por pronomes relativos. Como as orações dadas atrás como exemplo não se enquadram em nenhuma destas tipologias, gostaria de saber como é que devemos, então, classificá-las.
Obrigada.
As interjeições raio e diabo em orações interrogativas
Na revisão de um trabalho, deparei-me com uma estrutura que me causa muita estranheza: «Quem raio é aquele?»
Percebo o objetivo do tradutor, uma vez que o original é: «Who the hell is that guy?» O pronome quem foi bem empregado, porque se usa em relação a uma pessoa, mas penso que não pode ser usado com o substantivo. Talvez o tradutor tenha tentado adaptar a frase à expressão «Que raio?», mas, para ser correto, teria de ser algo do género: «Que raio!» Quem é aquele?' ou «Diabos, quem é aquele?».
A opção do tradutor está correta?
As interrogativas tag em português
Em língua portuguesa há algum equivalente às questions tags em inglês? Em inglês recorre-se ao esquema afirmativa/negativa ou negativa/afirmativa (Ex.: «Gostas de morangos, não gostas?»/«Não gostas de morangos, (ou) gostas?»). Na região em que leciono, muitos insistem ser correto dizer «Gostas de morangos, pois gostas?», colocando ambas as partes da frase na afirmativa... É correto? Se não é correto e se se usa a mesma estrutura que em inglês, então como posso explicar aos alunos e em que suporte posso fundamentar a minha explicação?
Agradeço desde já a atenção.
Pronominalização nas frases interrogativas
Antes de mais, agradeço a atenção e a existência deste espaço de ajuda aos falantes da língua portuguesa.
A minha questão está relacionada com a conjugação pronominal, principalmente nas frases interrogativas. Que regras se aplicam para este tipo de frases?
Por exemplo, diz-se «Podia nos dar isso?», ou «Podia dar-nos isso?»? E diz-se «Podia no-lo dar?»?
