Pronome relativo e ambiguidade quanto ao antecedente
Na frase «Consegui retornar ao colégio do bairro que marcou minha vida», há ambiguidade.
Que pronome relativo devo colocar no lugar do que para indicar que foi o bairro que marcou minha vida?
Mas, se quero afirmar que foi o colégio que marcou minha vida, que pronome relativo devo colocar?
Obrigado.
Ambiguidade na frase «quem se humilha será exaltado»
«Quem se humilha será exaltado.»
Existe ambiguidade na frase acima, desde que consideremos o verbo humilhar-se como pronominal ou como estando na voz passiva pronominal?
«Humilhou-se» ou «foi humilhado»?
Obrigado.
Ambiguidade na frase «odeio algumas pessoas, como tu, racistas.»
Gostaria de saber se a vírgula é sempre obrigatória nos casos em que se pretende subentender o verbo, ou se, quando o resultado é dúbio, se pode prescindir dela. Por exemplo:
«Odeio algumas pessoas, como tu, racistas.»
O que se quer dizer é que X odeia algumas pessoas da mesma forma que Y odeia racistas. Mas, com a vírgula a subentender o verbo «odiar» não poderá a frase passar a ideia de que X odeia algumas pessoas, como por exemplo a pessoa Y e racistas?
Poderia ser correcto, neste caso, grafar a frase assim: «Odeio algumas pessoas, como tu racistas»?
Obrigado.
O consulente escreve de de acordo com a norma ortográfica de 1945.
Ambiguidade motivada por sujeito subentendido
Na frase «A sogra bateu na nora porque estava bêbeda.», quem é que estava bêbeda, a sogra ou a nora?
Ambiguidade sintática em «A mãe pegou o bebê chorando»
«A mãe pegou o bebé chorando!»
Nesta frase quem realmente está chorando? A mãe, ou o bebé?
Oração consecutiva vs. oração relativa: um caso de ambiguidade
Antes de mais,agradeço o contributo que têm dado, ao longo de vários anos, para melhor se compreender, falar e escrever a língua portuguesa.
Na análise da frase, abaixo transcrita, surgiram-me algumas dúvidas.
«A era do petróleo criou prosperidade a uma escala que as gerações anteriores não poderiam sequer imaginar.»
A oração iniciada por que será subordinada adjetiva relativa restritiva, ou subordinada adverbial consecutiva (dado que estará implícito, na subordinante, que «criou prosperidade a uma escala [tal] que...»)?
Agradeço a paciência e disponibilidade!
Como evitar a ambiguidade
em orações com conjunções causais
em orações com conjunções causais
Sempre me perguntei se é possível tirar a ambiguidade de frases negativas sucedidas por conjunções causais. Por exemplo, em «Ele não foi à aula, porque estava com preguiça», o fato de o sujeito estar com preguiça pode ser de fato a causa de sua ausência; por outro ângulo, o interlocutor pode, na verdade, estar clarificando que esta não é a verdadeira causa, mas que há outra razão. Adicionando mais detalhes para que este segundo caso fique claro: «Ele não foi à aula, porque estava com preguiça, mas porque estava doente.»
Pergunto-lhes se, neste segundo sentido, a segunda oração não acaba se tornando subordinada explicativa, já que estar com preguiça não é a causa da ausência, mas uma explicação.
Ambiguidade sintática e argumentação
Na frase escrita no Público online: «Para dentro do perímetro policial foram arremessadas garrafas de vidro e cartões vermelhos, que simbolizam a vontade das pessoas em mandar o Governo para a rua», lê Helena Matos (aqui) que as garrafas simbolizam a vontade das pessoas em mandar o Governo para a rua. Atendendo à posição da vírgula na frase, esta é a leitura correcta? Ou podemos admitir, como terá sido vontade do jornalista, que apenas os cartões são símbolo? Caso esteja correcta a leitura de Helena Matos, como poderia o jornalista ter evitado essa leitura usando semelhante número de palavras?
Obrigado.
A ambiguidade das palavras homógrafas
Queria, antes de mais, agradecer a possibilidade de aceder a este fórum a que tantas vezes recorro para esclarecimento de dúvidas. Aquela que hoje aqui queria deixar prende-se com a transcrição, em textos de processos, do que uma testemunha disse. Assim, vê-se: «(...) e ele testemunha disse que...»
Pergunta: testemunha deverá ser escrito entre aspas, ou aqui não é necessário? A minha dúvida põe-se devido a testemunha poder ser utilizado como uma forma verbal do verbo testemunhar. Claro que neste exemplo não causa confusão, mas há situações em que poderá causar.
Causa de ambiguidade
Sou estudante do curso de Direito e, em uma prova da matéria Linguagem Forense, a professora deu uma questão, com uma frase ambígua, perguntando qual o motivo da ambiguidade e solicitando a correção.Quero saber se consigo desfazer a ambigüidade da frase corrigindo a pontuação: «Proibido o uso de colete salva vidas no pedalinho sem camisa» colocando a expressão «no pedalinho» entre vírgulas.
