Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório Tema: Variedades linguísticas
Iarli Rodrigues Arquiteto Fortaleza, Brasil 441

Sou brasileiro e fascinado por idiomas, e o português não fica longe desse fascínio apenas por ser minha língua materna. Muito pelo contrário! Adoro ouvir e aprender as diferenças entre as variantes da nossa língua: o dialeto europeu, os dialetos africanos, assim como os mil e um sotaques do dialeto brasileiro.

Mas enfim, sendo mais direto, ao ouvir o português de Portugal, tenho um pouco de dificuldade em entender exatamente como é pronunciado o ditongo EI (como em manteiga, beira, eira, maneira, feira, etc.), soando na maioria das vezes como /éi/, porém as vezes também me soando como /ai/ (como o ei é pronunciado no alemão, por exemplo). Eu já tinha essa dúvida há um tempo, mas decidi finalmente perguntar algo sobre após ouvir várias vezes a voz sintética do iPhone (em português de Portugal) pronunciar os dias da semana, onde a palavra feira me soa perfeitamente como “faira”.

Fato inegável é que, de maneira ou outra, é bem diferente do dialeto brasileiro, onde EI se pronuncia /êi/ ou em alguns casos, /ê/.

Mas, assim, o que devo concluir sobre a pronúncia portuguesa?

Lanito Molita Estudante Lisboa, Portugal 479

Eu sei que o substantivo masculino esmero se pronuncia com a sílaba tónica -me- com um e fechado: como se fosse "esmêro". Mas qual é a pronúncia da primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo esmerar? Será «eu esmero-me», com a sílaba tónica pronunciada com um e aberto, como em "esméro"? Ou será «eu esmero-me», com a sílaba tónica pronunciada com um e fechado, como em "esmêro"?

Desde já, mui grato pela atenção despendida.

Telma Pereira Professor Viseu, Portugal 618

Por via oral, passado de gerações em gerações, numa pequena aldeia, atribuem o rótulo “matação do porco” ao ato de matar o porco. Será esta forma de derivação correta no português? Ou a única possível é a designação de “matança”?

Mateusz Walczuk Tradutor Varsóvia, Polônia 819

Gostaria de lhes fazer uma pergunta relativa à pronúncia das letras c e s. Reparei que alguns portugueses (mesmo apresentadores da RTP) pronunciam estas duas letras como [ʃ], quando seguidas de e ou i (em palavras tipo cerca, cinco, sete). Qual pode ser a razão ou explicação desse fenômeno fonético?

Muito obrigado pelos esclarecimentos.

Andreia Ferreira Consultora Lisboa, Portugal 1K

Desde que me conheço que ouço os meus avós utilizar a expressão "insertado" ou "incertado" (nem sei bem qual a grafia correcta) quando se querem referir a um pacote que já foi aberto. Por exemplo: "Este pacote de bolachas está insertado". Não faço ideia se esta expressão é válida e qual a sua origem. Será que me podem ajudar?

Obrigada.

Vicente Martins Professor universitário (UVA, em Sobral) Sobral, Brasil 450

Durante a leitura de Jubiabá (1935), de Jorge Amado (1912-2001), deparei com a palavra "encongruado" no seguinte contexto:

«A vida é boa, velho... Você fala porque tá encongruado.... – o ex-soldado riu» (Amado, 1935, p.215).

Não há registro deste verbete nos dicionários gerais. Vocês poderiam me ajudar na atribuição de sentido à palavra "encongruado"?

Grato por qualquer luz.

Domingos Xavier Gomes da Cunha Ferreira Lopes Jornalista Vila Verde, Portugal 459

Existe alguma controvérsia sobre a origem etimológica do termo talefe, enquanto sinónimo de marco geodésico. Terá alguma relação com a palavra telégrafo?

Joana Cruz Administrativo Rio Maior, Portugal 708

Qual o termo correto (ou mais correto), fresco (português europeu) ou afresco (português brasileiro)?

Uriel Serna Funcionário de escritório Cidade do México, México 586

Eu sempre [soube] que o ditongo õe se pronuncia nos padrões europeu e brasileiro como um ditongo /õj/, mas um dia vi que o Instituto Camões registra a pronúncia deste ditongo como um monotongo [õ] na sua página de Internet.

É por esta razão que solicito a sua ajuda, a fim de esclarecer esta questão.

Obrigado.

Antonio Cabral Reformado São Brás de Alportel, Portugal 580

Qual o significado da exclamação «e vai roupa!»?

Continuação de bom trabalho em prol da língua portuguesa.