Ussama bin Laden
Como escrever o nome do dirigente máximo da Al-Qaeda?
Superar-se / se superar, de novo
Estou deveras agradecido por ter merecido a resposta às minhas dúvidas. Porém, continuo ainda um pouco inseguro, pois entendi por sua explicação que a frase (1), "Eles vão superar a si mesmos", não está correta. De fato, pretendo que nessa frase a ação do verbo se reflita sobre o sujeito. E assim sendo, ela é equivalente à frase (2): "Eles vão superar-se". Defendo a correção da frase (1), pelo fato de um de nossos respeitáveis gramáticos (Evanildo Bechara, Lições de Português pela Análise Sintática) afirmar que no português padrão moderno não se admiti "ele" como objeto direto. Afirmação que, a meu ver, condena a frase "Eles vão superar eles mesmos", pois entendo que "eles mesmos", aí, funciona como objeto direto. Estou propenso a pensar que o que valida a frase "Eles vão superar a si mesmos" é o fato de "a si mesmos" funcionar como objeto direto preposicionado. Estou equivocado? Peço-lhe desculpas do aborrecimento e espero merecer mais uma vez a atenção.
Tanto quanto
Minha dúvida trata-se da concordância ou não concordância das duas partes da conjunção comparativa tanto quanto com o substantivo.
São corretos os exemplos que seguem? Se não, qual é errado e por que? No primeiro exemplo, eu diria tantas (vezes) quanto quiser?
1. [Os dois pintos por Rachel de Queiroz]
São suposições que a gente pode fazer tantas quantas quiser.
2. [a revista Veja] A igreja lhe cede, tantas vezes quanto precise, carros para dirigir e casa para se hospedar.
«Seja... seja...»
Nas frases:
1 - Seja brincando, seja trabalhando, eles sempre estão contentes. 2 - Seja aqui, seja ali, eles acabarão nos encontrando. 3 - Sejam seus pais, sejam meus pais os donos do imóvel, tanto faz.
Está correta a concordância do seja...seja?
Ele fica sempre no singular , uma vez que é conjunção alternativa? Ou, quando acompanhado de palavra no plural, varia, como no 3.º exemplo?
Concordância entre sujeito e predicado
Gostaria de saber se está correta a frase seguinte quanto ao uso da vírgula e quanto à concordância do verbo dever:
O tamanho grande do animal, aliado à sua ferocidade, deve ser o motivo principal da criação da raça estar em declínio.
São obrigatórias as vírgulas aí colocadas? O verbo fica no singular ou o sujeito é composto e ele deve ir para o plural?
Regência nominal
Gostaria que vocês me confirmassem se a regência destes nomes abaixo está correta; e, se possível, acrescentassem alguma outra preposição, que não esteja no contexto, e que também poderia ser utilizada para regê-los. Obrigado e aguardo retorno. habituado a, em apaixonado de, por compreensível a, para confiança em engajado a acessível a, ara intransigente em empenho de, em, por inclinação a, por, para invasão a semelhante a, de dissemelhante a, de orgulhoso de, com, para com prestes a, para piedade a, de constituído de, com, por desprezo a, de, por
Inquérito / questionário
Será possível esclarecerem-me sobre a diferença entre inquérito e questionário? É que a minha professora de Português pediu para fazermos um questionário (uma série de perguntas aos nossos colegas sobre hábitos de leitura) e disse que deveríamos intitular o trabalho de Inquérito. Qual devemos usar? Muito obrigada pela vossa ajuda.
Koweitiano / kuwaitiano
Antes de mais, quero desde já dar-vos os meus sinceros parabéns por esta vossa louvável iniciativa, uma verdadeira "luz no fundo do túnel"!
Eu dedico-me à actividade de tradutor, e nada me dá mais prazer a nível profissional do que construir, na língua portuguesa, frases e textos completos a partir de um original, tentando sempre não fugir ao sentido expresso neste e procurando empregar o menor número possível de estrangeirismos (é uma tarefa árdua, como devem calcular...). A minha dúvida é em relação aos habitantes do Kuwait: como deverão eles ser designados?
Jápeto
Escrevi-vos há pouco tempo sobre a etimologia de Ganimedes, Arquimedes e Úrano. Agradeço desde já a vossa resposta. No entanto, esta apenas esclareceu parte das minhas dúvidas. Peço desculpa por ser insistente, mas creio que não me expliquei suficientemente bem, pelo que a minha pergunta não foi entendida por completo. Para além de quais são as formas correctas em Português, tinha também curiosidade em saber quais é que seriam as correctas de acordo com o Grego (Clássico). Embora deva confessar a minha ignorância a este respeito, sempre supus que em geral a acentuação das palavras portuguesas derivadas do Grego era definida por forma a coincidir com a acentuação das palavras equivalentes no Grego clássico. Mas presumo que possa haver algumas excepções em palavras de uso mais corrente, e que portanto foram aportuguesadas mais precocemente. Dito de outra forma, aquilo que gostaria de saber é se as palavras do Grego clássico das quais derivam Ganimedes, Arquimedes, Úrano, e também Jápeto (Japeto?) são igualmente graves (paroxítonas) nos dois primeiros casos e esdrúxulas/proparoxítonas no terceiro, ou se (como suspeito) são todas esdrúxulas. Acrescentaria que me surpreende que a forma considerada correcta em Portugal seja Úrano, uma vez que ouço toda a gente dizer Urano (palavra grave). Não estarão os nossos dicionários desactualizados a esse respeito?...Ou as pessoas mal informadas?
«Ter entregado»
Gostava que se pronunciassem sobre o seguinte problema: Diz-se: «O requerente já tinha entregado o documento em data anterior.» ou «O requerente já tinha entregue o documento em data anterior.»?
