O presente do indicativo em orações condicionais de valor genérico
Eu leio há muito tempo em textos técnicos de Matemática construções do tipo «Se um conjunto é finito, então qualquer subconjunto deste também é». Ou, quando muito, «Se um conjunto for finito, então qualquer subconjunto deste também é.» Essas parecem-me erradas (um erro aparentemente oriundo de um anglicismo). A que me parece correta é a seguinte: «Se um conjunto for finito, então qualquer subconjunto deste também será.»
Assim, tenho esta dúvida: em uma frase condicional do tipo «Se (...), então (...)», o verbo na oração subordinada deve necessariamente estar conjugado no modo conjuntivo? Ademais, pode-se estabelecer alguma relação a priori entre os tempos nos quais os verbos das orações principal e subordinada são conjugados?
Agradeço desde já.
«Disparar a matar» e «matar a tiro(s)»
Estou a fazer uma análise de conteúdo do discurso jornalístico sobre o crime. Deparo-me frequentemente com a expressão «morta a tiros de caçadeira» e ainda «disparou a matar». Para além da violência associada às expressões, fico com curiosidade sobre se, do ponto de vista da língua portuguesa, estarão corretamente formuladas.
Agradeço, desde já, a vossa atenção.
«Água é bom para a saúde»: erro de concordância?
Gostaria de saber se na frase «água é bom para a saúde», o adjetivo bom está funcionando como um advérbio, ou se ele continua como um adjetivo.
«Notar alguma coisa» vs. «notar em alguma coisa»
Em sentido restrito, gostaria de saber se se deve escrever «É uma sorte que ele nunca note a cor dos olhos dos outros» ou «é uma sorte que ele nunca note na cor dos olhos dos outros». Em sentido mais lato, gostaria de saber quais são as possíveis regências do verbo notar.
Muito obrigado!
O pretérito perfeito do indicativo explicado a estrangeiros
No ensino de Português a estrangeiros como justificar o uso do pretérito perfeito numa situação passada que se prolonga no presente, como no seguinte caso: «sempre foste gordo»?
A sintaxe do verbo irromper
Acabo de ler a seguinte frase: «Ela irrompeu sobre nós de modo ameaçador».
Pergunta: «irromper sobre» faz algum sentido? «Soa-me» francamente mal.
Muito obrigado!
Curiosar e curiosear
Encontro no Dicionário Aulete, os verbos curiosar e curiosear. Este verbos são usados em Portugal?
Rigorosidade
A palavra "rigorosidade" existe?
«Rigorosidade: substantivo feminino Qualidade do que é rigoroso» ("rigorosidade", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, em linha, 2008-2013, consultado em 04-06-2017)
A vírgula depois de travessão
Sei que se usa travessão seguido de vírgula quando a frase o exige. Por exemplo:
«Em se tratando de crime – e disso entendo bem –, não devemos ser lenientes.»
A minha dúvida é se podemos omitir a vírgula em casos como esse. Entendo que ela é gramaticalmente correta, mas pessoalmente acho muito feio. Para 1) uma pontuação visualmente mais limpa, e 2) como os travessões já quebraram a frase de qualquer maneira e separaram a primeira oração («Em se tratando de crime») da segunda («não devemos ser lenientes»), eu creio que não seria uma grande heresia omitir a vírgula. Isso procede?
Muito obrigada!
«Até que» + conjuntivo vs. indicativo
Gostaria de saber se a locução «até que» sempre é acompanhada do verbo no subjuntivo e, se sim, porque isso ocorre.
«Eu sairei até que tudo passe.»
«O tempo ficará parado até que findem o intervalo.»
«Fico até que todos façam os deveres.»
Obrigado.
