Classificar orações em discurso indirecto
Gostaria de saber como se classificam as frases complexas cujas orações se repartem pela introdução do discurso directo e o discurso directo propriamente dito. Exemplo:
«Quando o José abriu a caixa disse:— É para mim!»
Atentando na frase/oração introdutória, se a 1.ª oração é facilmente classificável (subordinada adverbial temporal), já a segunda, ao reduzir-se apenas ao verbo declarativo «disse», suscita algumas dúvidas, pois um dos constituintes fundamentais deste verbo — o complemento directo (CD) — é enformado pela frase simples já em discurso directo. Assim, poderá «disse» ser considerado por si só oração subordinante ou, pelo contrário, e como está em falta um dos elementos essenciais por ele pedido, não poderá de modo algum sê-lo? Caso não possa considerar-se como oração principal, como classificá-lo? E a oração subordinada adverbial continua a sê-lo?
Quanto à frase já em discurso directo («É para mim!»), devemos classificá-la como frase simples (porque o é por si só), ou, sabendo nós que se trata do CD do verbo declarativo antecedente, devemos analisá-la na sua forma de discurso indirecto e classificá-la como oração subordinada completiva?
O mesmo para «Penso — disse meu pai — que te darás melhor em letras»: «disse meu pai» — frase simples, ou, convertendo toda a frase para o discurso indire{#c!}to («O meu pai disse que pensava que me daria melhor em letras»), oração subordinante?
Já agora, aproveito para colocar a mesma questão em relação a frases complexas na interrogativa. Exemplo: «Será que expulsá-lo da aula foi bem pensado?»
Espero ter sido clara na exposição da dúvida.
Obrigada.
A transposição do pretérito imperfeito para o discurso indirecto
Se no discurso directo o verbo aparecer no pretérito imperfeito do indicativo, como mudá-lo para o discurso indirecto, uma vez que, nas gramáticas que tenho consultado, este caso não aparece. Ou vamos fazer o inverso, isto é, pôr o verbo no presente?
Do discurso directo ao indirecto
Observei a transformação do discurso directo para indirecto e deparei-me com uma dúvida. Como se transforma a fala seguinte (retirada de Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett): «Amália — Estes senhores querem tratar dos seus negócios... Meu pai dá licença, eu retiro-me»?
Transforma-se:
«Amália diz que aqueles senhores queriam tratar dos seus negócios e pede ao seu pai que dê licença, que ela se retirava»,
ou «Amália diz que aqueles senhores queriam tratar dos seus negócios e pede ao seu pai que desse licença, que ela se retirava»?
Inicialmente estava a primeira forma, mas fizeram a correcção para a segunda. Fiquei sem saber qual é a correcta (e como se processa isso) ou se existe outra forma que esteja realmente correcta.
Agradeço desde já a atenção.
Sobre voz verbal
Espero que vocês enviem suas considerações ou simplesmente uma aprovação quanto às minhas considerações sobre voz verbal. É breve.
1 – Há voz verbal em verbos intransitivos, transitivos diretos, transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos.
2 – Não há voz verbal se o verbo for de ligação, pois este indica estado, não ação; só há voz verbal, pois, se o verbo não indicar estado ou se não for impessoal.
3 – Quando os verbos forem intransitivos e transitivos indiretos (exceto, obedecer, desobedecer...), só haverá voz ativa, pois não há possibilidade de transposição para a voz passiva.
4 – Se os verbos forem depoentes, há voz verbal ativa e passiva.
Por favor, conto com sua ajuda. Abraço.
O imperativo e o discurso indirecto
Querendo explicar aos meus cursistas como se tem de pôr uma frase com o verbo no imperativo no discurso indirecto, queria saber se é possível utilizar uma construção com poder ou ter de em vez do imperativo do conjuntivo ou o infinitivo pessoal.
Exemplo:
Discurso directo: «Não se vão embora, que eu chego logo!»
Discurso indirecto: «Ela disse para não nos irmos embora, que ela chegava logo.»
Discurso indirecto com verbo poder: «Ela disse que não nos podíamos ir embora, que ela chegava logo.»
Discurso indirecto com verbo ter de: «Ela disse que não tínhamos de ir-nos embora, que ela chegava logo.»
No exemplo em cima se trata de um imperativo. Normalmente, este deve ser substituído por um conjuntivo imperfeito ou um infinitivo pessoal. Visto que os meus cursistas ainda não conhecem nenhum destes dois tempos, queria oferecer-lhes uma outra possibilidade para resolver este problema, acrescentando o verbo poder ou ter de. Quais das possibilidades que mencionei acima lhes parecem melhores?
Outra pergunta que surge quando se põe no discurso indirecto a frase que dei como exemplo é: os tempos têm mesmo de mudar para o imperfeito? Em português é incorrecto/impossível dizer: «Ela disse que não podemos/temos de... que ela chega/chegará/chegaria logo»?
Segundo as regras gramaticais, há uma incongruência dos tempos nestas frases? Para mim, o uso da língua não é sempre tão rígido e depende muitas vezes das circunstâncias. Por isso acho que estas frases também podem ser correctas...
Mas como professora tenho de ter a certeza de que o que estou a dizer é correcto!
Muito obrigada pela ajuda e feliz ano novo!
Enunciado genérico em discurso indirecto
Como passar a seguinte expressão de Miguel Torga para discurso indirecto: «Só nos é concedida/Esta vida/Que temos»?
«Disse que...»
Obrigado.
A passagem do discurso directo para o discurso indirecto
Sou argentina, estudante do Prof. em Português, e queria saber se existe uma regra para a passagem dos verbos nos diferentes tipos de discurso (isto é, do D Direto para o D Indireto, e viceversa), já que uma "aluna" pediu que eu lhe explicasse.Muito obrigada!
Verbos introdutores do discurso
Recentemente ouvi a designação "verbos introdutores do discurso" mas na realidade não sei o que são ou quais são esses verbos. Gostaria que me pudessem ajudar.
Transposição do discurso directo para o indirecto
Gostava de saber como se põe esta frase em discurso indirecto: «A bebida que me ofereceram pôs-me completamente tonto.».
Discurso directo e indirecto
Qual a diferença entre discurso directo e discurso indirecto?
