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Numerais, cardinais e ordinais

Dúvida a respeito da grafia de numeral – ordinal dos seguintes exemplos:

6523.º -

85286.º -

Gustavo H. M. Pereira Brasil 7K

A representação por extenso dos ordinais que indica não é provável ter aplicação prática.

Quando antepostos, e já muito excepcionalmente, podem aparecer representações de ordinais por extenso até ao centésimo (ex.: octogésimo sexto lugar). Mas o que é costume é fazer a representação em algarismos (ex.: 231.º artigo).

Quando pospostos, é frequente/freqüente (para papas, soberanos, séculos, partes duma obra) os numerais se pronunciarem em Portugal como ordinais até ao décimo, inclusive (no Brasil até ao nono); mas, a partir daí, se pronunciarem como cardinais (ex.: D. Afonso III [terceiro]; o papa João XXIII [vinte e três]; capítulo quarto, parte doze [mas: na página cinco; na página trinta e dois]).

Os grandes valores pronunciam-se normalmente como cardinais, considerando-os pospostos (ex.: artigo 231.º: artigo duzentos e trinta e um).

Ao seu dispor,

D´ Silvas Filho