Com efeito, a frase, tal como é apresentada, poderá originar alguma ambiguidade que só o contexto poderá desfazer.
Tal acontece porque, sem outro contexto, a frase autoriza duas interpretações sintático-semânticas:
(i) o constituinte «no Algarve» modifica o sentido do verbo instaurar indicando o lugar onde a situação descrita decorre; integra o grupo verbal da frase:
(1) «ASAE [instaura [processos]complemento direto [a navios-fábrica]complemento indireto[por falta de higiene]modificador 1 [no Algarve]modificador 2]»
(ii) o constituinte «no Algarve» modifica o sentido do grupo nominal «falta de higiene», indicando o local onde o problema tem lugar; funciona no interior do grupo de palavras «por falta de higiene»:
(2) «ASAE [instaura [processos]complemento direto [a navios-fábrica]complemento indireto[por falta de higiene [no Algarve]modificador do nome]modificador ]»
De forma a desambiguar os sentidos, poderemos deslocar o constituinte «no Algarve», pois o seu afastamento do constituinte «por falta de higiene» vai barrar a interpretação apresentada em (ii), e tal como sugere o consulente. A deslocação deste constituinte na frase obrigará à utilização de vírgula. Nas frases abaixo, apresentamos algumas possibilidades de reescrita da frase:
(3) «No Algarve, ASAE instaura processos a navios-fábrica por falta de higiene.»
(4) «ASAE instaura, no Algarve, processos a navios-fábrica por falta de higiene.»
(5) «ASAE instaura processos a navios-fábrica, no Algarve, por falta de higiene.»
Disponha sempre!