Antes pelo contrário. Com nomes próprios indicadores de uma dada marca, o habitual é a não utilização de artigo definido, como se exemplifica abaixo:
(1) «Christian Dior tem cores neutras.»
(2) «Nescafé lança novo produto.»
Deste modo, as frases apresentadas pela consulente estão corretas sem a inclusão do artigo definido, ficando o seu valor associado a um traço de genericidade.
Não obstante, é possível o recurso ao artigo definido com nomes de marca associado a intenções diversas, tais como:
(i) indicar uma entidade particular: «O (meu) Samsung está estragado.»
(ii) sinalizar familiaridade como o produto: «A Compal tem um sumo novo.»
(iii) distinguir uma entidade de outras: «As melhores águas gaseificadas são as Pedras Salgadas.»
Por esta razão, também não seria errado utilizar o artigo definido com o nome da marca de perfume que refere. Tal uso ficaria associado a uma intenção pragmática particular1.
Disponha sempre!
1. Para maior desenvolvimento, cf. Raposo et al. (2013). Gramática do Português. Fundação Calouste Gulbenkian, pp. 993-1039.