O constituinte apresentado não constitui uma frase independente. Trata-se, antes, de uma oração que, por não ter autonomia sintática, se subordinará a outra oração numa frase complexa, como acontece, por exemplo, na frase (1):
(1) «Deu-lhes indicações sobre o modo de agir, submetendo-os a uma regra.»
O constituinte «submetendo-os a uma regra» é uma oração gerundiva e, no seu interior, o verbo submeter gera função sintática. Este verbo, usado com o sentido de «sujeitar», é transitivo direto e indireto, o que se verifica na oração em análise. Deste modo, o pronome os desempenha a função de complemento direto. Resta, agora, determinar a natureza do constituinte «a uma regra». Se aplicarmos o teste de pronominalização para identificação do complemento indireto, verificamos que ele não é possível:
(2) «*Deu-lhes indicações sobre o modo de agir, submetendo-lhes os amigos1.»
Isto significa que o verbo submeter rege a preposição a e que o constituinte «a uma regra» é um grupo preposicional com a função de complemento oblíquo2.
Disponha sempre!
*indica inaceitabilidade do teste.
1. Substituiu-se o pronome os pelo constituinte «os amigos» para clareza de análise.
2. Esta mesma análise é apresentada em Raposo, Dicionário gramatical de verbos portugueses. Texto editores.