Acerca do pronome relativo que precedido de preposição
Desejava saber se sempre o relativo que precedido de preposição não leva artigo ou há casos em que sim o leva e como posso explicar esse uso.
Tinha ouvido categorizar no sentido de que o pronome relativo que não se empregava com artigo se precedido de preposição.
Ontem mesmo lia em Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo, do Lobo Antunes: «A pedir-lhe que não Marina, repare no que escrevo e o director a segurar-me o braço.»
«Pensei no criado do vizinho, no que ajudava no mercado.»
Obrigada.
Sobre o sujeito de uma oração
Na frase «O Senhor Sol conversava com o vento», que função desempenha o segmento «com o vento»? E sabendo que o verbo conversar implica bilateralidade, podemos considerar o sujeito da frase «o Senhor Sol», porque pratica uma acção, ou também podemos incluir "o vento", uma vez que o Sol não conversa sozinho?
A figura de estilo na expressão «havia que ser fiel»
Qual a figura de estilo presente na expressão «havia que ser fiel» na frase «Mas tinha de ser na noite seguinte, esta já estava tomada pela Mausi, havia que ser fiel, uma verdade de palavra do Porto.»
O uso do se junto a verbos no infinitivo e no gerúndio
Recentemente, deparei-me com um tópico envolvendo a escrita no nosso idioma que acabou por me gerar duas dúvidas próximas entre si, por isso tomo a liberdade de apresentá-las em conjunto ao Ciberdúvidas. Trata-se do uso do se junto a verbos no infinitivo e no gerúndio (excluindo da discussão verbos pronominais/reflexivos, que sem dúvida exigiriam o se).
Fui informado que em diversos casos envolvendo o infinitivo impessoal, já carregando ele impessoalidade e valor passivo, será dispensável o uso do se tanto como índice de indeterminação do sujeito quanto como pronome apassivador. Cito alguns exemplos: «Fazer o bem é importante» (e não «Fazer-se o bem»), «Osso duro de roer» (e não «duro de roer-se»), «Hora de chamar a polícia» (e não «de chamar-se a polícia»). Gostaria de perguntar se, em casos como esses, o uso do se é meramente dispensável ou, mais do que isso, é proibido. Se meu entendimento (leigo) não é falho, suponho que a presença do se simplesmente assinalaria a voz passiva ou o índice de indeterminação do sujeito (conforme o caso), daí a dúvida quanto a uma estrita proibição de seu uso em decorrência do infinitivo impessoal.
No entanto, o assunto trouxe-me outra dúvida, para mim mais difícil ainda de resolver. A linha de pensamento exposta acima, se correta, aplicar-se-ia ao gerúndio também? Dizendo de outro modo, o gerúndio pode tornar o índice de indeterminação do sujeito e o pronome apassivador se igualmente dispensáveis? Apresento alguns casos a seguir e sobre eles gostaria de perguntar se o se é necessário, facultativo ou, até mesmo, proibido.
1) «Levando-se em conta a crise, bom seria aumentar a poupança.»
2) «A obra desses poetas, considerando-se o pouco que viveram, é vastíssima.»
3) «Pensando-se em casos como o dele, não pode haver dúvidas quanto ao perigo de fumar.»
4) «Vivendo-se, daí vem a paciência.»
Muito obrigado.
Parabéns pelo site!
A transitividade do verbo caber
Gostaria de saber qual é a transitividade do verbo caber em: «Cabe aos políticos abraçarem, à medida de Cristóvam Buarque, o ensino como "causa" e não terem receio de serem taxados de "enfadonhos".»
Se for possível explicar todo o período...
Grato.
O adjectivo haliêutico e o substantivo haliêutica
Gostaria de saber se existe a palavra haliêutico, que encontrei num texto da UE.
Obrigada.
As acepções da palavra década
O que é uma década? 10 anos? 10 dias? Um conjunto de dez unidades de algo? Para designar um período de 10 anos pode utilizar-se o termo decénio. Mas... e década, afinal, e em rigor, o que é?
Agradeço a resposta e a atenção a haver.
As acepções da palavra educação
Não acredito que o termo educação utilizado pelo Governo para se referir ao grau de instrução de um país esteja correto. Na sicla MEC (Ministério da Educação e Cultura) o Governo trata educação como a instrução que a pessoa recebe no banco de escola, porém, eu entendo que o que a pessoa recebe na escola venha a ser instrução, e educação o que recebe em casa. Visto que existem pessoas diplomados que não têm nenhuma educação, polidez para lidar com os outros. Se eu estiver errado, por favor me corrijam.
Sobre a origem do provérbio «Quando a esmola é demais, o santo desconfia»
Eu gostaria de saber a origem histórica do provérbio «Quando a esmola é demais, o santo desconfia».
Sobre a origem de «bater a bota», «a mata-cavalos» e borra-botas
Poderiam-me dizer qual a origem de «bater as botas», de «mata cavalos» e de «borra botas», por favor?
Obrigada.
