Morcão e não "murcão"
O que significa "murcão"?
C antes de t
Em que situações se utiliza o c antes do t? E porquê nestas: facto, tacto e táctica?
Macaense e macaísta
Sou residente em Macau há largos anos e no dicionário de Língua Portuguesa refere-se macaísta como residente ou natural de Macau. Mas por várias vezes dei com o nosso antigo Presidente da República a fazer referências às pessoas de Macau como macaístas. O que acontece é que essa palavra, embora tenha esse significado, nunca a ouvi ser pronunciada em Macau nem as pessoas de Macau gostam de ser tratadas assim. O único termo aceite é macaense, que tem o significado de natural de Macau, principalmente por aqueles que têm mistura chinesa com portuguesa (mestiços) - Qual será a palavra melhor empregue, macaísta ou macaense? Como serão designadas as pessoas que não são mistos, mas são naturais de Macau?
Ter que e ter de 1
«Dir-se-á» que o infinitivo impessoal das frases de que vos servistes, para defender a vossa tese, exerce as funções de um nome e, nunca, as de «predicado» da oração. Será correcto escrever «tenho muito para contar», «elas tinham muitas coisas para dizer» e «não tens mais nada para fazer?». De qualquer modo, o vosso argumento não colhe; talvez não tenhais reparado que, se utilizásseis o velho método de perguntar ao verbo «quem?», «que coisa?», concluiríeis que as respostas seriam «contar muito», «dizer muitas coisas» e «fazer mais nada». Se aqueles verbos fossem o predicado de uma oração, o complemento directo continuaria a não ser o «que». Julgo ter compreendido a vossa dúvida ao ler a frase «Quando se estuda ter que, costuma-se estudar também ter de...»; o objecto de estudo deveria ser o infinitivo impessoal incluído na oração, que, obviamente, estará ligado aos outros elementos da mesma por uma preposição. «Ter que» e «ter de» são questões complementares, invocadas quando não se consegue ter uma visão global do objecto de estudo. Se persistir alguma dúvida sobre este assunto não hesitem: consultem-me! O meu galicismo «face a» fere-me menos os ouvidos e a vista que o "mail" utilizado nos endereços de correio electrónico; eu escrevi palavras portuguesas, sem desvirtuar a sua semântica.
Nuno
Gostaria que me informassem sobre a origem do nome Nuno, pois ao que julgo é um nome que só existe na língua portuguesa.
Felicitamo-nos
Gostaria de saber se é correcto dizer: «Felicitamo-nos...».
Matéria-prima
Deve-se escrever matéria prima ou matéria-prima? Em qualquer dos casos julgo que o plural se aplica a ambos os vocábulos.
Sugestão de/para leituras
Pretendendo sugerir uma lista de livros, o que está correcto: «sugestão de/para leituras» ou «sugestões de/para leitura»?
Ilhó = ilhós (singular, 2 géneros), ilhoses (plural, 2 géneros)
Qual o plural de ilhós? Será ilhoses ou ilhós?
Do ponto de vista
Em meus escritos profissionais, e não só, deparo muitas vezes com a vontade de escrever «do ponto de vista de...».
Mas constato que alguns colegas, no mínimo, colocam em dúvida se não seria correcto escrever antes «no ponto de vista de...».
Qual das expressões é a mais correcta? Serão ambas legítimas? E têm exactamente a mesma dimensão semântica?
