DÚVIDAS

Merologia
Os vários dicionários de português registam «merologia» e não «mereologia», o que me parece errado. É sobre isso que procuro esclarecimento: Os três motivos que me levam a defender «mereologia» contra «merologia» são os seguintes: 1. A origem grega da palavra (meros+logos) é semelhante à origem de «teleologia» (telos+logos); 2. A palavra inglesa correspondente é «mereology»; 3. A definição comum a todos os dicionários portugueses está errada, ou corresponde a outro conceito que não o de mereologia. A mereologia não é um «tratado elementar de qualquer ciência ou arte» (Dicionário da Porto Editora; os outros apresentam definições equivalentes), mas antes a ciência formal que estuda as relações lógicas entre as partes e o todo. O tipo de questões que esta ciência ou subdisciplina filosófica enfrenta é o seguinte: que propriedades das partes de um todo são também propriedades do todo (e vice-versa) e que propriedades das partes de um todo não são propriedades do todo (e vice-versa)?
Amargo
Cá em casa por vezes surgem discussões deste tipo. A situação de hoje foi a seguinte: Ao provar uma caneca de café, a ao sentir que este estava tudo menos doce, Vítor exclamou: «Este café está azedo!», provocando, obviamente, algum desagrado a quem preparara a bebida. Ora a questão reside no facto de Vítor alegar que «lá no Norte», o que nós em Lisboa chamamos de amargo, é denominado de azedo, bem como, ao invés de usar azedo, se utiliza estragado. Particularmente discordo do uso do termo azedo para esta situação, mas haverá alguma racionalidade em tal uso, neste caso?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa