Concordância
Examine-se o seguinte período:"Recebido o elogio e a honraria, dirigiu-se Sofia a sua casa". Pergunto: - é correta a concordância verbal feita na primeira oração? Note-se, a propósito, que adjetivo anteposto a substantivos deve concordar atrativamente. Ex.: Linda igreja e teatro há em minha cidade. Poder-se-ia estender essa regra para o caso do primeiro exemplo? Obrigado.
Carcinogénese
Escreve-se carcinogenese ou carcinogénese?
Espaciotemporal
A palavra espácio-temporal escreve-se assim, com este acento que lhe coloquei, ou não tem acento nenhum?
Penálti, penalte e pênalti
"Pênalti" à portuguesa com a tónica no "e"? Quem pronuncia assim em Portugal?
Anti-segregação racial, antiapartheid
J.C.B. respondeu a Rui Ramos dizendo: «(.:.) Precisamos, todavia, da palavra antiapartheid? Para indicar os opositores do sistema monstruoso, felizmente abolido na África do Sul, poderíamos empregar a preposição contra. Por exemplo, manifestantes contra o "apartheid". Não é expressão menos clara nem menos concisa. Não fica mal na linguagem jornalística. (...)» De facto, não precisamos de antiapartheid. Mas também não precisamos de «manifestantes contra o "apartheid"». Caro J.C.B., anti-segregação racial não é ainda muitíssimo melhor? Ou será que deveria ser anti-segregação, ou mesmo antissegregação?
A vírgula, outra vez
Estudando a vírgula, seu emprego, li que ela é usada para marcar inversões do complemento pleonástico antecipado ao verbo. Mas o que é um complemento pleonástico? A frase dada como exemplo era: "Casos mais importantes, já os apresentei." Desde já muito obrigada.
Análise sintáctica
Oi, amigos! Aqui estou eu de novo, como sempre, pedindo socorro. Tenho dúvidas em analisar sintaticamente o período: " A intrigante resposta do mestre ao aluno despertou reações". Gostaria de saber em especial, sobre os trechos: "...do mestre.." e "...ao aluno...". "...do mestre..." é complemento nominal? E "... ao aluno..."? Desde já muito obrigada.
Expressamente
Agradeço o esclarecimento brilhante que me deram acerca das palavras "Express" e "expresso" mas ainda permanece uma dúvida no meu espírito. É a seguinte: a palavra "expressamente" significa "exclusivamente" ou "de forma escrita"? É que surgiu uma dúvida na interpretação da seguinte frase: "...áreas expressamente destinadas a fumadores".Ver ponto 2 do artigo 2º do Decreto-Lei nº226/83 de 27 de Maio. É que, como reconhecerá concerteza, consoante a interpretação que se dá à palavra "expressamente" assim a frase assume diferentes significados. Por exemplo, se pela palavra "expressamente" se entender "de forma escrita" então a referida área poderá servir tanto a fumadores como a não fumadores sendo estes últimos obrigados a serem fumadores passivos contrariando o espírito da Lei e do Decreto referido quando afirma a "Proibição de Fumar (nos referidos) Locais". Se pelo contrário se atribuir à palavra "expressamente" o significado de "exclusivamente", nesse caso a referida área será escolhida de entre as salas ou espaços alternativos de tal forma que os não fumadores não sejam obrigados a entrar nem a respirar o fumo do tabaco, como é lógico, porque o fumo do tabaco, como qualquer consumo, só interessa a quem o consome, minimizando-se o mais possível os riscos para os não fumadores, cuja saúde é assim salvaguardada, pelo menos do fumo do tabaco. É devido a estas diferentes interpretações que solicito a vossa intervenção de especialistas da Língua portuguesa para resolverem de vez este assunto que já se arrasta há 15 anos (fez no passado dia 27 de Maio!). Muito Obrigado.
Plugue = tomada-macho
Estimados senhores, já dei com mais outra: plugue. O progresso está a ir depressa demais. Daqui a poucos anos o português brasileiro vai tornar-se um "créole" inglês nada mais.
Como dirá o cantor daqui por uns dez ou vinte anos?
Brazil um cuntry tropical, bleced bai Gode e biutiful bai neitchiure?
Já que estamos com estas não há aparentemente razão nenhuma para que os 800 000 imigrantes portugueses em França não utilizem também o seu "créole" ou frantuguês e que possam passar certas palavras para o vocabulário corrente, totalmente diferente do que é modificado pela influência inglesa no Brasil.
Residente em França desde 1964 poderia apresentar-me da seguinte forma:
Nasci em Portugal e vim habitar para França em 1964. Primeiro morei num pavilhão e depois morei num batimã. Todos os dias para ir à escola e depois ao trabalho prendia o autobus ou o comboio. A minha primeira paga foi em bilhetes e peças. Agora trabalho num birô num grande batimã na banliô de Paris. Todos os dias prendo a autoruta A86. Alguns dos meus antigos colegas obrieiros continuam a trabalhar na lusina perto daqui.
Para não perder o uso da língua portuguesa tenho alguns abonamentos a várias revistas portuguesas.
Em geral parto sempre de vacanças no mês de agosto e vou quase sempre a Portugal. Viajamos de carro por que agora as rutas estão em bom estado. Só é pena as peagens que são muito caras.
No inverno a temperatura vai até menos 10 por vezes menos 20 e os carros não querem desamarrar, há muitas panes et se a pessoa não é bricolósa têm de levar o carro à garagem. Há também muitos problemas com o parking porque é difícil encontrar praça para estacionar o carro.
Também se formos ao marché encontramos bons legumes como as carotas, o puarô etc... Como receita francesa que gosto muito há o pótofô. Este texto não precisa de tradução para qualquer residente português em França, mas para um português continental ou brasileiro será um pouco difícil.
Tenho a certeza que me esqueci de muitas, mas no dia em que for ao Brasil e que procurar no hotel onde está a prise que os brasileiros chamam plugue e que em português parece-me ser a tomada (de corrente) estará tudo arrumado. Adeus ó bela língua.
Qual é a vantagem de integrar ao vocabulário original palavras de língua estrangeira escritas foneticamente? Por exemplo plugue. O que ganha a língua com tais acréscimos?
Um senhor emigrante residindo nos EUA falou-me outro dia do bildingue. Felizmente que sabia que vinha dos EUA e que estudei o inglês na escola, o meu sogro não sabia do que o homem estava a falar. Para mim é um prédio e para um emigrante residindo em França seria um batimã.
Não seria tudo isto mais nada do que uma questão de vaidade por copiar os americanos et ter a impressão que a nossa língua evolui, ao passo que na realidade regressa?
Bandateca
Como se chama uma secção onde se guardam as bandas de Informática?
Pensava que fosse Bandateca.
Alguém disse que é Bandoteca.
Pesquisei o Dicionário da Verbo que me diz que qualquer destas palavras não existem.
Gostaria de saber.
Obrigado.
