DÚVIDAS

"Correr atrás do prejuízo", outra vez
Gostaria de dar apenas umas breves achegas sobre expressões populares e gíria: saiu recentemente o Dicionário de Expressões Populares Portuguesas de Guilherme Augusto Simões (Publicações Dom Quixote). Nesse dicionário aparecem bastantes expressões populares, gíria, calão e as chamadas "frases feitas"... Não está totalmente completo (aliás, nunca poderia estar) visto que a riqueza cultural portuguesa obsta a essa possibilidade.   Quanto à expressão futebolística «correr atrás do prejuízo», significa que a equipa a que o relator se refere é que tem as despesas do jogo. Um exemplo: Suponhamos que o Porto perdia numa eliminatória fora por 1-0 então ao jogar em casa (e estando 0-0 ou a perder 1-0) relativamente perto do final caberia ao Porto arriscar tudo para poder ganhar o jogo ou seja teria que "correr atrás do prejuízo".   Com os melhores cumprimentos.   
Pronome apassivador x indeterminação do sujeito
Sou estudante de segundo grau no Brasil e há alguns dias surgiu uma dúvida sobre uma frase durante uma aula de português. Ficaram divididas as opiniões: de um lado estava eu e, do outro, a professora junto a boa parte da sala.   A frase era:   "Por falta de verba ______ experiências e os estudos que se ______"   Concordamos que a primeira lacuna pode ser preenchida por "foram suspensas" ou "foram suspensos" (sujeito posposto ao verbo = verbo pode concordar com o núcleo mais próximo ou ir para a 3.ª pessoa do masculino plural).   A segunda lacuna apresenta duas opções: "planejava fazer" e "planejavam fazer".   Em minha opinião, o pronome "se" é índice de indeterminação do sujeito (sendo "experiências e os estudos" o objeto da segunda oração), e a resposta correta seria "planejava fazer".   Minha professora de português discorda, afirmando que o "se" é pronome apassivador e que a resposta correta seria "planejavam fazer".   Por favor respondam-me o mais rápido possível. Desde já agradeço.
Não-autorizadas?
Sei que se trata de uma pergunta repetida, mas as respostas que encontrei no 'site' ainda não me satisfizeram.   Gostaria de saber qual é a regra certa para o uso de não + hífen antes de adjetivo.   Tenho visto em alguns dicionários, como o Aurélio, adjetivos precedidos de não + hífen (neologismos?). Encontrei também no Vocabulário Ortográfico alguns exemplos (poucos, mas há).   Nas traduções técnicas, muitas vezes encontramos frases como:   Lista de chamadas não-autorizadas.   Lista de chamadas não autorizadas pela central.   O uso de hífen na primeira frase (oração adjetiva reduzida de particípio) é correto?   Um outro exemplo é este:   Par trançado blindado X par trançado não-blindado.   O termo "par trançado não-blindado" está registrado no Dicionário de Termos Técnicos de Luis Mendes Antas (Brasil). Muitas vezes, ficamos confusos pois muita gente "boa" aceita e registra esse tipo de caso.   Vocês teriam uma solução?   Obrigada.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa