DÚVIDAS

A dissimilação do "i"
É sabido que em português europeu, em especial nas variantes de Lisboa e Coimbra, há uma certa tendência para «comer» as vogais átonas. Assim, temos palavras como piscina e pijama que são pronunciadas /peSina/ e /peZama/. Vemos, portanto, a existência de três diferentes pronúncias para o /e/: 1) como em ténis; 2) como em lê; e 3) como em p/e/scina ou tenebroso. A minha dúvida prende-se exactamente com a terceira pronúncia: será ela a de uma vogal central fechada não arredondada (como o î romeno) ou uma vogal central semiarredondada exactamente a meio caminho entre aberto e fechado (conhecida nos meios linguísticos como "schwa")? Desde já os meus cumprimentos e um obrigado.
O que é uma composição?
Sou aluna do 7.º ano de escolaridade e, por estar confusa, gostaria que me elucidassem sobre o seguinte aspecto: No 2.º ciclo, aprendi que para fazer uma composição eu teria que, para além do tema, ir de encontro ao tipo de texto sugerido pela professora (carta, narrativo, comentário...). Agora, no 7.º ano, a professora diz-nos: «Uma composição é uma reflexão pessoal sobre o tema com introdução, desenvolvimento e conclusão. O desenvolvimento é dividido em parágrafos onde se argumenta acerca do tema. Uma composição é uma dissertação que tenta ser o mais objectiva possível». O que é, então, uma composição?
Mácedo-romeno, megleno-romeno, ásture-leonês, etc.
Sou professor universitário e, diante do silêncio dos dicionários e da insegurança de certos lexicógrafos, gostaria de que me informassem, por gentileza, com urgência, quanto antes, quais as grafias mais recomendadas pelos lingüistas e pelos lexicógrafos para as seguintes palavras: macedo-romeno ou mácedo-romeno, megleno-romeno ou mégleno-romeno, balcano-românico ou bálcano-romano, asturo-leonês ou ásturo-leonês, Meglen ou Méglen, Moglena ou Móglena. Os meus melhores agradecimentos.
Ceptro/cetro, de novo
A propósito da resposta Ceptro/cetro, de novo de D'Silvas Filho ®, no que estritamente respeita à articulação do 'p' no vocábulo «ceptro», permita-se-me que discorde da posição que sustenta. Acaso tem conhecimento de que, numa significativa parte do norte de Portugal (incluo também Coimbra), a consoante em causa ainda é distintamente pronunciada? Em razão de ser um dos falantes dessa comunidade linguística, cumpre-me sublinhar que não se trata de um fenómeno de hipercorrecção, ao contrário do que se poderá opinar.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa