A forma “xópins”
Gostaria de saber como justificar o acento gráfico em “xópins” se um dia ela for dicionarizada. Por gentileza dirima esta dúvida.
Encontros consonantais iniciais
Por favor, poderiam fornecer-me o rol completo dos encontros consonantais que iniciam palavras, tais como “ps-”, de “psicologia”; “mn-”, de “mnemónico”; e “gn-”, de “gnomo”? Acompanhados de exemplos, isto é, de vocábulos iniciados por esses encontros? Mas, por obséquio, a lista completa mesmo.Também gostaria de saber se tais encontros são sempre de origem grega.Meus sinceros agradecimentos aos iluminados consultores do nosso Ciberdúvidas.
Palavras de Guimarães Rosa: trestriste, descriado, aproximo, doido-de-lua
Com relação às palavras: “Trestriste” “Descriado” “Aproximo” “Doido-de-lua” “Aeiouava” Tenho dúvidas no processo de formação destas palavras, porque não consigo entender o radical. «Tão magro, TRESTRISTE, DESCRIADO, aquele menino já devia ter prática de todo sofrimento.» (Grande Sertão: Veredas) «A ruindade nativa do homem só é capaz de ver o APROXIMO de Deus...» (Grande Sertão: Veredas) «Às vezes quem sabe ele é DOIDO-DE-LUA?» (Noites do Sertão) O mato vozinha mansa AEIOUAVA. (Noites do Sertão) Todas estas frases são de Guimarães Rosa.
Oração completiva não finita seleccionada por obrigar
Bem sei que já trataram o tema à saciedade, mas gostaria de lhes colocar uma questão acerca do infinitivo.
A frase em causa é a seguinte: «Não se vislumbram medidas que obriguem os alunos a estudar.»
A minha dúvida é a seguinte: é correcto (e obrigatório) o uso do infinitivo impessoal neste caso?; se o é, o motivo é ser 'obrigar a' uma perifrástica? Foi o que me foi dito (pensava que 'obrigar' era 'apenas' verbo transitivo...) para justificar a obrigatoriedade do uso do infinitivo não flexionado. Deixava apenas uma dúvida mais: não se aplica aqui a regra do uso do infinitivo flexionado por haver dois sujeitos diferentes? Se não, seria possível explicarem-me o motivo?
Estimados mestres e amigos em idioma, tirem-me deste embrulho!
Renovo os votos de parabéns pelo serviço prestado e pelo saber honesto e generoso que evidenciam a cada passo.
Aonde
Dentro do seu mundinho contra todas as evidências!
«Aonde vais» e «Onde vais», esta última começa a ser preferida e, consequentemente, mais usada.»
Esta frase escrita no Ciberdúvidas criou-me estupefacção.
Há dois anos que moro no Brasil. Curiosamente, muito dos erros generalizados em Portugal são também feitos no Brasil. Um deles é usar "aonde" em vez de "onde".
Muita gente pergunta erradamente "aonde estás?". Que haja uma pequena elite “snob” que como reacção exagerada a este erro caia noutro e diga "onde vais?", é compreensível. Agora, que se julguem que por isso podem fazer norma, é demais! Penso que é pacífico dizer que há muito mais gente a dizer, no mundo lusófono, "aonde estás?" do que "onde vais?". A aceitar o erro, que se aceite o primeiro, que é cometido por mais gente e há mais tempo.
Frases exortativas na voz passiva
Agradecendo previamente a amabilidade da vossa exposição anterior, necessitava presentemente de um outro esclarecimento. A nova terminologia faz a ressalva, que me pareceu inicialmente lógica, de não ser possível incluir frases passivas na tipologia imperativa das frases. Isto leva-me à seguinte inquirição: como classificar a frase que se segue: «Seja feita a vossa vontade.»
O aspecto verbal em duas gramáticas
Gostava de saber as semelhanças e diferenças entre a gramática de C. Cunha e L. Cintra e a Gramática do Português Actual, de José de Almeida Moura em relação ao tratamento do aspecto verbal.
Uso de sufixos -ismo e -ivo (a)
Trabalho na FIAT Automóveis Brasil e gostaria de saber com precisão a diferença de se usar as palavras "automobilístico" e "automotivo (a)". O fato é que utilizam a segunda para indicar componentes do automóvel. Acho que o correto seria o uso da primeira forma, como posso exemplificar: "Tinta automobilística" e não "tinta automotiva". Quando digo "tinta automotiva" a idéia que dá é de uma tinta que se move sozinha, certo? Poderiam me ajudar?
Substantivas completivas e funções sintácticas
Agradecia a vossa ajuda na resolução de mais uma dúvida suscitada pela TLEBS. No domínio da sintaxe, é declarado que as subordinadas substantivas completivas podem exercer a função sintáctica de sujeito, complemento directo, complemento preposicional de um verbo, nome e adjectivo. Como exemplos são dadas as seguintes frases: 1. Impressionou a Maria [que o João comesse tantos bolos]. - função sintáctica de sujeito 2. O Manuel [quer [comer bolo]. - função sintáctica de complemento directo 3. A Maria [pensou [em [comer o bolo todo]]]. - função sintáctica de complemento preposicional do verbo 4. A [possibilidade [de [recorrerem da decisão]]] foi vedada aos candidatos. - função sintáctica de complemento preposicional do nome 5. Aprendemos um teorema [difícil [de [demonstrar]]]. - função sintáctica de complemento preposicional do adjectivo Compreendo perfeitamente os exemplos, mas a designação das funções sintácticas (em particular a última), deixa-me com dúvidas. No exemplo 3, não será suficiente a designação complemento preposicional, uma vez que este é sempre seleccionado como complemento de um verbo (de acordo com a TLEBS)? No exemplo 4, a função sintáctica correcta não é complemento frásico do nome/complemento preposicional não frásico do nome? E que função sintáctica é o complemento preposicional do adjectivo? Não encontro esta designação na TLEBS! Nem encontro referência a funções sintácticas seleccionadas por adjectivos. Pelo que entendo da TLEBS, há vários constituintes que seleccionam complementos ou são acompanhados de modificadores: nomes, verbos ou frases. Mas não adjectivos (estes podem apenas ser modificadores). Daí não compreender de onde surge esta nova noção. Gostaria que me explicassem esta "nova" função sintáctica, que não surge nenhuma outra vez na TLEBS. E gostaria também que confirmassem se a frase usada no exemplo 5 é realmente uma substantiva completiva, como referido na TLEBS, pois de acordo com a designação dada as «substantivas completivas são introduzidas pelas conjunções subordinativas completivas "que", "se" e "para" ou por um elemento omisso». E no subdomínio das classes de palavras, são «conjunções subordinativas completivas "que","se" e "para"». Mas esta substantiva completiva é introduzida pela preposição "de". Está correcto? Agradeço antecipadamente a vossa atenção, pedindo desculpa pela extensão da minha dúvida.
O pretérito perfeito composto na perífrase progressiva
Eu gostaria de saber se os dois exemplos que seguem são gramaticais ou não. Na minha opinião, a primeira (uma tradução literal do espanhol) não soa bem. Prefiro a segunda. 1. A semana toda têm estado chegando cartas com opiniões divergentes. 2. A semana toda têm chegado cartas com opiniões divergentes. Muito obrigado.
