A sintaxe de refrescar
O verbo refrescar exige conjugação reflexa? Quando nos é pedido para conjugarmos este verbo, temos obrigatoriamente de o fazer? Não se pode dizer «eu refresco, tu refrescas...»? Tem de se dizer «eu refresco-me, tu refrescas-te...»?
Deixo um agradecimento sincero por todo o vosso trabalho neste sítio e um outro antecipado pelo esclarecimento da minha dúvida!
Ainda o uso da preposição de antes da conjunção que
Faço esta consulta para saber se a preposição de antes da conjunção que estaria bem empregada na seguinte frase:
«O que aconteceu nos Estados Unidos sirva de reflexão e exemplo, pois é apenas uma mostra de que a força de um povo unido pode fazer para romper de uma vez por todas as barreiras das indiferenças preconceituosas da sociedade.»
Hiperlactatemia, hipertrigliceridemia, hiperglicemia
Gostaria de saber se as seguintes palavras levam ou não acento, visto que encontro iguais referências às mesmas com e sem acento:
"hiperlactatemia", "hipertrigliceridemia", "hiperglicemia".
Existem outras com o mesmo sufixo onde se verifica a mesma ambivalência nos resultados.
Obrigado.
O que é uma oração subordinada relativa?
Sou aluna do 12.º ano e nunca percebi muito bem o que é uma oração subordinada relativa, será que me poderiam esclarecer?
Obrigada.
Provavelmente + indicativo
Quando se usa provavelmente, o verbo seguinte irá para o subjuntivo, como no exemplo abaixo?
«Provavelmente, os homens mais poderosos já foram...»
Obrigada.
«É normal» + conjuntivo
Agradecia que me esclarecessem, em termos gramaticais, se o uso de «é normal que» + futuro do verbo ser é correcto, como na seguinte frase:
«Tudo leva a crer que sim, mas, à semelhança do que aconteceu no passado, é normal que a disponibilização dos computadores será mais demorada que para os do público.»
Muito obrigada desde já pela atenção.
Constantemente, advérbio de tempo
Em «Constantemente a titi se encafuava no meu quarto (...), rebuscando pelos cantos, nas minhas cartas e nas minhas ceroulas...» (A Relíquia, de Eça de Queirós), constantemente é um advérbio adjunto de tempo, ou de modo?
«Tomar/ter a melhor decisão»
Gostaria de saber se a expressão «temos a melhor decisão» está correcta. Não me soa bem, pois parece-me que as decisões "tomam-se", não se "têm". Mas tenho visto a expressão ser utilizada várias vezes, pelo que gostaria de saber se estou errado, ou não, e com que fundamento.
A regência de dotar e dotado
«Estar dotado com quartos?»
«Estar dotado de quartos?»
Obrigada.
«Medicina preditiva» e «medicina preventiva»
Por razões profissionais, relacionadas com a área da saúde e da medicina, necessito traduzir do inglês a expressão predictive medicine, que consiste em:
«Predictive Medicine is a rapidly emerging field of medicine that entails predicting disease and instituting preventive measures in order to either prevent the disease altogether or significantly decrease its impact upon the patient (such as by preventing mortality or limiting morbidity)”... e ainda “The goal of Predictive Medicine is to predict future disease so that health care professionals and the patient themselves can be proactive in instituting lifestyle modifications and increased physician surveillance, such as bi-annual full body skin exams by a dermatologist or internist if their patient is found to have an increased risk of melanoma or an EKG and cardiology examination by a cardiologist if a patient is found to be at increased risk for a cardiac arrhythmia.»1
Temos, pois, que é uma nova medicina que prevê e evita futuras doenças, permitindo antecipar, assertivamente, modificações no estilo de vida e na vigilância da saúde.
A minha questão é saber se a expressão "medicina predictiva" pode ser aceite como bom português. Julgo que não. A alternativa seria "medicina preemptiva" mas já obtive a resposta, negativa, no Ciberdúvidas e no dicionário [?]. Resta "medicina preventiva", que, sendo português correcto, não traduz o conceito que queremos transmitir. 'Prevê', mas não 'evita'. Se me puderem sugerir uma alternativa, fico muito grato
1 Tradução: «A medicina preventiva é uma área da medicina em expansão que acarreta prever a doença e criar medidas preventivas tanto para evitar completamente a doença como para diminuir significativamente o seu impacto no paciente (tal como mediante a prevenção da mortalidade ou do limite da morbilidade)»; «A meta da medicina preditiva é prever uma doença futura para que os profissionais de cuidados de saúde e os próprios pacientes consigam ser pró-activos na instauração de alterações no estilo de vida e maior vigilância médica, tal como exames bieniais de toda a pele feitos por um dermatologista ou um internista em caso de ao paciente ter sido diagnosticado um risco importante de melanoma ou um electrocardiograma ou um exame cardiológico por um cardiologista quando se considera que um paciente corre um risco importante de arritmia cardíaca.»
