Identificação de um marcador discursivo
Gostava de saber se, na frase que se segue, nomeadamente é um marcador discursivo e porquê:
«Ou são sobre temas tão caros aos leitores — por exemplo, o caso do padre Frederico — que o jornalista consegue ter condições profissionais, nomeadamente tempo e exclusividade, para levar a pesquisa para além do mero artigo comum.»
Muito obrigada.
Sobre o termo desidentificação
A frase que li foi a seguinte: «A "Revolta de Barbalho", um movimento pouco conhecido ou citado na história do Brasil, constitui um marco no longo processo de desidentificação entre os interesses dos colonos e o das autoridades metropolitanas e seus representantes na colônia.» Pergunto se o termo "desidentificação" está correto.
O emprego dos verbos corrigir e erigir
Tenho dúvidas sobre o emprego das palavras corrigir e erigir. Quando se trata de identificar erros em textos produzidos por escrito, diz-se corrigir, e será que podemos utilizar o termo erigir quando se trata de "corrigir" outra pessoa ou "autocorrigir-se"?
Sobre os determinantes relativos
Gostaria de saber se existe a subclasse dos determinantes relativos.
Obrigada.
Simulador, simulante e simulacro
Pretende-se preparar uma solução que vai simular determinada bebida. A esta solução chama-se "simulador" ou "simulante"?
O significado da palavra tigrona
Gostaria de saber o significado atual da palavra tigrona, usada em gíria para referir-se a mulheres. Que tipo de mulheres? Há conotação pejorativa? É elogio ou ofensa? Em que situações ou ocasiões o adjetivo tigrona é empregado?
Grata.
Antecessor e predecessor
Uma pergunta recente sobre a diferença entre progenitor e genitor fez-me lembrar de uma suposta diferença entre antecessor e predecessor. Embora todos os dicionários atuais deem antecessor como sinônimo de predecessor e vice-versa, mostrando, assim, que não há diferença semântica entre estas palavras, houve, todavia, no passado quem sustentasse que antecessor seria o que vem imediatamente antes de alguém num cargo qualquer, enquanto o predecessor seria o que vem antes, porém mediatamente. Assim, se os que sustentavam esta tese estavam certos, o papa Bento XVI teve como antecessor o papa João Paulo II e como predecessores os papas João Paulo I, Paulo VI, Bento XIV, Leão X, Gelásio I, São Lino, São Pedro Apóstolo. Vale registrar ainda que também existiam os que não viam diferença alguma entre as duas palavras: Rui Barbosa, brasileiro cultíssimo, parece ter sido um deles.
Gostaria de saber o que pensa o Ciberdúvidas sobre esta polêmica. Se for da opinião que são iguais, gostaria que me dissesse sobre o acerto de se dizer «antecessor/predecessor imediato/mediato» ou «não-imediato».
Muito obrigado.
Sobre alterações ao nível das classes de palavras
Mas — única conjunção coordenativa adversativa?
Agradeço que me esclareçam sobre a questão em epígrafe, pois tive conhecimento de que, no âmbito de uma acção de formação sobre os novos programas do ensino básico, se disse, entre outras coisas, que a TLEBS morreu e que há também outras alterações ao nível das classes de palavras, como a que enuncio, bem como, por exemplo, o facto de a conjunção mas já não se considerar um conector ou articulador.
A pronúncia de olfacto, peremptório, dicção, carácter e caracteres
Pergunto: segundo a norma de pronúncia-padrão, pronunciam-se as consoantes c-p-c (que estão seguidas de outra consoante) nas palavras em epígrafe? Em caso afirmativo, segundo o Novo Acordo, vão manter-se, não é verdade? E se houver pessoas que sempre pronunciaram "dição", "perentório", é erro escreverem como as pronunciam, ou podem considerar-se correctas as duas grafias?
O uso de palavras vulgares para exprimir impaciência
Talvez sejam muito populares e coloquiais as interjeições foda-se!, porra! e caralho!. Mas, por serem vulgares, se calhar as pessoas preferem evitá-las. O uso de carago! não seria uma tentativa de expressar impaciência sem ser vulgar? Então, vejamos, para exprimir impaciência, eu poderia usar caramba!, hum! e ora! tranquilamente, sem medo de estar falando mal? Em relação a fónix!, uxte!, pardês!, caraças! e arre! não sei o que pensar. Não consigo orientar-me. E, mesmo que pudesse consultar a definição destas palavras em muitos dicionários, ficaria cheia de dúvidas relativamente ao uso das mesmas. São muito ou pouco usadas? Ouvem-se na rua, nas telenovelas, dentro de casa? Ouviam-se mais antes que actualmente? Às quais devo dar preferência? Um nativo usa todas estas palavras no seu dia-a-dia? Se calhar há outras mais apropriadas para traduzir tal sentimento.
Muitíssimo obrigada por vossa preciosa ajuda!
