DÚVIDAS

Concordância de milhar e milhão: «81 milhões»
Gostaria de entender por que motivo têm aparecido na língua portuguesa umas designações de números "inovadoras". O Ciberdúvidas já contestou (e bem) aqueles que querem impor a expressão «centenas de milhar» em vez do usual «centenas de milhares». Outra "inovação" recente é dizer «81 milhão» em vez de «81 milhões». A primeira vez que ouvi tal coisa julguei tratar-se de pessoa ignorante. Mas, entretanto, tenho ouvido tal expressão absurda da boca de pessoas qualificadas (ontem foi Cândida de Almeida, procuradora-geral adjunta). Podem explicar?
Coordenação assindética e sindética, elisão de verbo e sujeito composto
Gostaria de colocar aqui algumas dúvidas e espero que me ajudem a esclarecê-las. A frase «O frasco era elegante, o perfume delicado» pode considerar-se uma frase complexa? Quais as funções sintácticas desempenhadas pelos seus constituintes? Em casos de frases em que se estabeleçam relações de coordenação entre os seus constituintes (por exemplo: sujeito — «Tu e eu vamos ao cinema»), podemos considerá-las sindéticas? Agradeço antecipadamente a atenção dispensada e muitos parabéns pelo excelente trabalho que desenvolvem. Bem hajam.
Sobre o uso do termo êntase
Pretendia saber da legitimidade do uso de "êntase" no seguinte texto: «A intenção fundamental das principais correntes místicas orientais não é sair de si mesmo para se unir a um Outro por amor — êxtase —, mas antes descer às profundidades do seu ser para aí descobrir que a sua verdadeira identidade une-se à do Último — êntase.» Se me puderem dar esse esclarecimento, fico-lhes grato. Adianto que, entretanto, vasculhei a Internet e encontrei este termo aplicado a determinado tipo de meditação mística (interiorização profunda!). Digam-me o que lhes parece sobre isto. Poderá ser considerado um neologismo ou um termo do glossário religioso!?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa