Onde ‘vs.’ aonde
O advérbio “onde” é utilizado quando nos referimos a um lugar de paragem e de permanência, onde algo/alguém está (Ex.: «Onde vive o João?») e o advérbio aonde é usado em situações que indicam o destino de um movimento, deslocação a um lugar («Aonde vais à noite?»).
Assim sendo, o exemplo dado pela Gramática de Português para estrangeiros, da Porto Editora, não está incorrecto? «As lojas onde vou são no Rossio.»
Pago / pagado
Gostaria de saber se depois do verbo ter ou haver devo escrever pagado, como mandam as regras, que por acaso já li no vosso glossário. É que soa tão mal! Exemplo: Eu já tinha pagado a conta.
Chau ou adeus, até logo?
Recuso-me a despedir-me com "tchau" ou "xau"! Faço bem, devo tolerar ou mesmo aceitar e usar sem pudor?
Plural de «qualquer»
Todos sabemos que o plural de «qualquer» é «quaisquer», mas as palavras compostas por aglutinação formam o plural segundo a regra geral: acrescentando um -s no 2.º elemento. Gostaria então que me esclarecessem acerca deste caso em particular! Qual a regra gramatical para a formação do plural do pronome/determinante indefinido «qualquer»?
O plural de cão
Tenho uma dúvida em relação à formação dos plurais. Se tenho a palavra cão, cujo plural é cães, que regra gramatical me indica isso? Porque não pode ser cãos?
Como saber quando a palavra passa ao plural com o sufixo -ãos, -ães ou -ões?
O verbo sentir-se como reflexivo
A propósito da consulta feita em 9/6/2010 e respondida pela professora Ana Martins, no que se refere aos exemplos dados e à análise feita das frases «O Zé sentiu-se o rei da bicharada», «O Zé sentiu-se insignificante», «As crianças sentiram-se mal», pergunto se não é admissível considerar o verbo sentir-se nesse caso como reflexivo. Nesse caso, teríamos um predicativo de objeto direto, representado pelo pronome se. O verbo sentir é essencialmente transitivo («Sentiu a presença do inimigo»). Assim, na frase «Luísa sentiu o marido desconfiado (sentiu-o)», desconfiado seria predicativo do objeto direto; na frase «Luísa sentiu-se desconfiada (sentiu-se a si própria)», ocorreria o mesmo.
Peço ainda opinião sobre a seguinte frase: «Luísa sentiu o marido junto de si.» «Junto de si» poderia considerar-se predicativo do objeto direto?
Obrigado.
Oração subordinada completiva nominal e complemento nominal (Brasil)
Assinale a alternativa em que haja uma oração subordinada completiva nominal: a) «O livro de que lhe falei está à venda na livraria da escola.» b) «Alguém o convencera de que ganhara na loteria.» c) «Paulo estava convencido de que ganhara na loteria.» d) «Nossa esperança era que ele se salvasse.» e) «Daremos o troféu a quem merece.» Tenho dificuldade com complemento nominal! Nesse caso marquei a alternativa a).
Bocarra / bocaça
Desejava saber as formas correctas para o aumentativo do nome "boca". Obrigado.
Cidadãos
Agradecia que me informasse sobre o plural de cidadão. Sendo o plural de ladrão, ladrões e de varão, varões, estou com dúvidas, pois tenho lido em artigos no "J.N." e até em referências feitas por ministros a palavra cidadãos!
«Pelo arco-íris» vs. «por o arco-íris»
Tenho uma dúvida suscitada por um amigo meu brasileiro.
Esse meu amigo referiu há uns dias que, no Brasil, a frase «estou fascinado pelo arco-íris» é considerada pouco apropriada para um texto erudito. Isto por muitos escritores brasileiros considerarem que a contração pelo, que é resultado da aglutinação da antiga preposição per com o artigo ou pronome lo ou resultado da aglutinação de por e o, é informal e deve ser substituída por «por o», ficando: «Estou fascinado por o arco-íris.»
Eu, que sou português, pergunto agora se aqui em Portugal se segue similar ideia. O que será mais conveniente para um texto erudito do português europeu?
«Estou fascinado pelo arco-íris», ou «Estou fascinado por o arco-íris»?
Desde já agradeço a atenção dispensada.
